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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

ACONTECEU ...

A mostra de chá que decorreu no "Dia do Bolinho" envolveu muito trabalho de preparação.
O registo possível ...da fotógrafa possível...






Depois do arbusto de erva-cidreira ter sido cortado e seco em local arejado mas protegido da luz foi necessário cortá-lo em pedaços pequeninos.

O serviço ficou a cargo do Miguel



Da Beatriz e do Rúven.

Depois foi necessário embalar a erva-cidreira

Encher os saquinhos



E por fim atá-los.

Foram dias com muita azáfama mas com muita alegria.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Partilha de Leituras com África

"Nós partilhamos as nossas leituras com África"
Integrada na Semana da Leitura, a Biblioteca da Escola Básica José Saraiva, convidou a comunidade educativa e a comunidade em geral a oferecer livros para o Projecto “Nós Com África”.




Professores e Encarregados de Educação partilharam as suas leituras com os alunos. Para além do enriquecimento pessoal dos que participaram nesta actividade, algumas crianças africanas irão receber livros gentilmento doados nesta "campanha", conforme se pode ver na foto acima.


Obrigada Pais e Encarregados de Educação. É muito gratificante poder contar convosco!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Acção de Sensibilização _Angola

A Inês Pereira, natural de Leiria, licenciada, Voluntária do Grupo Missionário ONDJOYETU, no Gungo, povoação situada próXima da cidade do Sumbe, em Angola, veio à Escola José Saraiva dar a conhecer o seu trabalho, na referida Missão.


Nesta Acção, a Inês deu a conhecer o seu trabalho no Gungo, falou da experiência, no local, diferente e muito enriquecedora quer do ponto de vista humano quer do ponto de vista cultural .

Informou-nos àcerca de hábitos e tradições diferentes, da forma como as crianças, sem os bens essenciais e sem quaisquer cuidados de saúde, vivem felizes e improvisam os seus próprios brinquedos: de um tronco de uma árvore, fazem um baloiço, de uma pequena elevação um escorrega, são muito criativos e alegres.



Muitas estórias poderiam ser contadas e algumas curiosidades satisfeitas, mas um dos aspectos que a Inês mais referiu foi o gosto e o esforço que os meninos do Gungo fazem para irem à escola. É um dos seus maiores desejos, mesmo que tenham que percorrer muitos Kilómetros por dia! Como sabemos não há estradas nem transportes públicos, e aquilo a que chamam os melhores caminhos pode demorar muitas horas a fazer por causa das chuvas fortes que causam muitos buracos e elevações díficeis de transpor num veículo de quatro rodas.


Ainda assim as crianças gostam mesmo de ir à Escola porque isso significa aprender.
Os professores deles muitas vezes têm uma baixa escolaridade e sem materiais quer do professor quer dos alunos, a educação/formação torna-se uma tarefa complicada mas muito importante pois é a única fonte de informação que têm. Não há energia e por isso a rádio, televivão e todas as novas tecnologias deixam de ter espaço naquela povoação.

Um aspecto que surpreendeu foi o tipo de dieta daquelas crianças. Como não há onde conservar os alimentos, a alimentação baseia-se naquilo que a Natureza oferece em cada época do ano. Têm frutos muito saborosos, tais como manga e banana mas faltam legumes e proteínas. Estas vêm da galinha, do macaco preto ( nem todas as espécies são comestíveis) e também de uma espécie de "rato" do campo, diferente daquilo a que nós chamamos rato:) Estranho? Para nós é certamente, mas há outras coisas que consideramos muito engraçadas e que aquelas crianças não acham mesmo nada, como por exemplo os macacos. Como sabemos estes animais "imitam" os humanos e então tornam-se mesmo indesejados quando se pretende trabalhar no campo. A tarefa da maior parte das crianças, no trabalho do campo, consiste em afastar esses "engraçados" macacos de modo a não destruirem as culturas...




A Inês, depois de apresentar um filme sobre a povoação e arredores, dar a conhecer o modo de vida daquelas pessoas, abriu um espaço para os alunos colocarem questões e fazerem as perguntas que quisessem. Desta troca de impressões e esclarecimentos ficámos também a saber que para além da malária muitas doenças devem-se à má nutrição e ao consumo de água não potável.

Muito mais haveria para contar, mas o que mais impressionou foi a alegria e a felicidade estampada no rosto daquelas crianças a quem tudo falta, excepto o desejo de viver e aprender.

As dinamizadoras do projecto agradecem a amabilidade e simpatia da Inês, que para além de informar e esclarecer transmitiu a mensagem de que para ser feliz não é preciso ter tudo e que as dificuldades podem ser ultrapassadas se cada um de "Nós" fizer um pouco por isso.




Está dentro de cada um a vontade de o querer fazer!

Participaram nesta Acção as turmas: 5ºB; 5ºC; 7ºA e 7ºE.



Turma 5ºB


Turma 5ºC



Turma 7º A

Turma 7ºE


A nossa amiga vai novamente, para o Gungo, pelo período de mais um ano. Desejamos-lhe as maiores felicidades e enviamos a todos os meninos um grande abraço, de Leiria.

Obrigada Inês!!!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Relatos da Guiné



Hoje, dia 16 de Novembro os alunos do 5º ano C, receberam a visita de um Encarregado de Educação na aula de E. V. T., que se disponibilizou a relatar factos vividos e a apresentar muitas fotografias da Guiné Bissau.
Esta sessão, foi possível dado que, a turma se propôs a desenvolver durante o primeiro período o projecto “ Juntos com a diferença construímos um jogo “que se integra no “ Nós com África”.
Durante a sessão os alunos mostraram-se muito atentos e participativos, interagindo de uma forma muito positiva com o que lhes foi apresentado.

Turma 5ºC

Os professores de E.V.T

Lucinda Crespo
Fernando Subtil

sexta-feira, 5 de março de 2010

Uma Experiência de Voluntariado em Angola


Hoje, decorreu na Biblioteca da Escola José Saraiva, um colóquio dinamizado pelos jovens João e Mariana Morgado, no sentido de dar a conhecer aos alunos das turmas 6ºD e 7ºC, a experiência por eles vivida, como voluntários, no âmbito do Projecto "Juventude em Acção", no passado mês de Agosto, em Luau, Angola.
O objectivo destes jovens bem como outros que os acompanharam nesta "aventura" foi implementar e organizar uma biblioteca, na Escola da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus naquela cidade, e dar Formação nas áreas da Saúde, da Pedagogia e da Informática.
Partiram cheios de entusiasmo e com elevadas espectativas pois tinham já planeado esta tarefa com bastante antecedência, tendo reunido cerca de 6500 livros, incluindo manuais escolares, dicionários, literatura infantil e juvenil bem como alguns computadores.
A árdua tarefa que os esperava, num meio onde tudo falta, não era fácil mas a vontade de querer fazer algo em prol de quem nada tem foi superior. Desde cortar árvores, aparar a madeira, construir as prateleiras até separar e catalogar todo o material angariado, tudo se foi complementando com muito trabalho e a força que caracteriza os jovens em querer ultrapassar obstáculos e vencer dificuldades para atingir os objectivos que se propõem fazer.
Na cidade de Leiria os materiais, enviados em contentor, foram doados por infantários, a Escola Domingos Sequeira e algumas empresas que patriocinaram computadores e outros materiais.
Os jovens João e Mariana apresentaram vários diapositivos demonstrativos das actividades desenvolvidas e do meio no qual se insere a Escola da já referida Congregação.

Após a apresentação foi aberto um espaço de diálogo dando oportunidade aos alunos de esclarecer dúvidas e levantar questões sobre curiosidades e hábitos dos residentes daquela cidade.
Os oradores responderam com simpatia tentando caracterizar o mais detalhadamente possível o ambiente, os hábitos alimentares e a quase inexistência de cuidados de saúde.
Assim, todos os presentes ficaram a saber que a maioria das crianças vai à escola mas não têm material de apoio, têm uma alimentação muito pobre, fazem apenas uma refeição por dia, à noite, e tomam uma papa de mandioca pela manhã.

Ao nível da Saúde, houve por parte dos formadores uma tentativa de introduzir novos hábitos alimentares o que se revelou ser uma tarefa difícil dado que as populações não estão ainda sensibilizados para a importância destas medidas.
Ao nível da formação Pedagógica, esta revelou-se bastante positiva uma vez que há falta de professores e os que existem têm um grau de escolaridade muito baixo.
A implementação das Novas Tecnologias e aulas de informática deu os primeiros passos com todas as limitações inerentes tais como falta de electricidade. Esta é obtida a partir de um gerador e por isso tem um custo elevado.
Apesar de todas as dificuldades, o grupo de jovens voluntários estava visivelmente satisfeito com o trabalho realizado.

O João e a Mariana consideram esta experiência inesquecivel, muito enriquecedora e gratificante.

Em nome de todos os que dinamizam o Projecto "Nós com África" o Nosso Agradecimento ao João e à Mariana que se disponibilizaram para partilharem estas experiências connosco, apesar de estarem em período de aulas.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A GUINÉ "visitou" a ESCOLA JOSÉ SARAIVA

A professora Telma Marta veio conhecer os alunos e professores da José Saraiva que participam no Projecto.
Para além de nos conhecermos , a professora trouxe-nos um pouco da Guiné. Deu muita e diversificada informação sobre aquele país: hábitos, algumas tradições , sistema de ensino, sistema de saúde e partilhou connosco muitas experiências por ela vividas que nos permitiram conhecer melhor a Guiné-Bissau.

As imagens apresentadas sobre a capital e o interior, as suas ilhas, cujas praias, de águas cálidas, bem como a paisagem ainda se encontram protegidas; principais culturas, arroz e cajú, as enormes bananeiras, os animais, macacos, crocodilos, foram muito esclarecedoras e interessantes.
A professora Telma presenteou-nos também com algumas fotos, que ainda não conhecíamos, dos meninos que receberam os nossos presentes e que reflectem muita alegria e contentamento . Pudemos ver os espaços que servem de escola e que muitas vezes, são pouco mais do que o ar livre, sem computadores, televisão, vídeo ou simplesmente material escolar...~

Os alunos das turmas 6º B; 7ºB; 7º C e 9º A, tiveram oportunidade de colocar questões, satisfazer curiosidades e conhecer a realidade de um ambiente escolar muito diferente do deles, onde a vontade de aprender supera muitas dificuldades e muita fadiga.
Pela disponibilidade e simpatia demonstradas pela professora Telma, pelo enorme contributo que a todos deu para um melhor conhecimento daquele país e por nos permitir concretizar o projecto que nos propusemos fazer, o Nosso Muito Obrigada.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

ANGOLA, HOJE!

A Realidade Angolana Contada na Primeira Pessoa

Hoje, a turma do 9º A teve o prazer de ouvir duas Missionárias, a trabalhar em Angola, sobre as suas vivências antes e depois da Guerra, naquele território, enquanto educadoras , professoras, assistentes sociais, psicólogas, religiosas, “ bombeiras” e muito mais…
As irmãs, Alzira, Educadora e Bernardete, Professora na Universidade Católica, em Luanda, naturais do distrito de Leiria, partilharam as suas experiências, deram conhecimento das muitas dificuldades que enfrentam no quotidiano para tentar minimizar o sofrimento de outros, salientaram a enorme desigualdade social, principal factor de conflitos, actualmente e na “PAZ” relativa que se vive, hoje naquele país, reflexo dessas desigualdades sociais.

A irmã Bernardete estabeleceu um diálogo com os alunos durante o qual mostrou as diferenças entre as Escolas dos dois países quer no que se refere aos meios materiais quer à motivação dos alunos. Enquanto em Portugal, ainda se regista um elevado abandono escolar, em Angola os alunos esperam ansiosamente que abram vagas nas Escolas. Ao nível do ensino superior, o elevado custo das propinas, cerca de 300 dólares mensais, leva a que muitos alunos, após as aulas, se sujeitem a ir para a rua, vender o que for necessário, para assim puderem continuar os estudos. Transmitiu a necessidade de compreender as dificuldades dos outros como meio de valorizar o que temos e que consideramos ser um direito adquirido.

A irmã Alzira, mais emotiva, pela vivência antes, durante e pós-guerra, através de um discurso simples e de coração aberto, fez um breve resumo sobre a sua experiência pessoal e da Missão, na qual trabalhava, enquanto apresentava imagens , antigas (durante a guerra) e fotografias mais recentes (Agosto 2009), muito elucidativas e comoventes desses tempos que marcaram todos quantos por lá passaram: Desde crianças e adultos subnutridos até às diligências que foram sendo feitas, muitas com empenho e custo pessoal, para ajudar a minimizar as cicatrizes da guerra, que jamais se poderão ignorar. Tal como a Irmã Bernardete tinha anteriormente referido, hoje vive-se um período diferente mas igualmente difícil, pois as desigualdades sociais são enormes e a riqueza encontra-se mal distribuída.



Apesar de existirem alguns índices de desenvolvimento social, estes dizem respeito a uma minoria da população, sendo que a maioria, cerca de 95% dos Angolanos, vive em situação deextrema pobreza. Os alimentos escasseiam, não há água potável, os cuidados médicos são poucos e o saneamento básico inexistente. Ainda hoje morrem diariamente muitas pessoas devido à má nutrição.


Não obstante começar a existir algum financiamento, o Governo ainda não dá resposta a Áreas como a Educação e a Saúde. É nestas áreas que as Irmãs investem, dedicando-se totalmente, com o apoio da Igreja. Também trabalham com a CÁRITAS.




A obra das Irmãs Dominicanas, Congregação à qual pertencem, eStende-se a outros países Africanos e não só:


- Em Timor criaram um Centro de Promoção Social. Aqui falta tudo;

- Em Moçambique, criaram a "Escola do André", designação dada a um Programa de Apadrinhamento. Cada padrinho proporciona, a cada criança, roupa, pequeno-almoço e uma refeição diária;

- Na Albânia, as carências também são muitas e aqui desenvolvem também um Programa de cariz social.




Durante os escassos 45 minutos, período de duração da aula de Formação Cívica, os alunos do 9º A e as professoras Maria Goreti e Lucinda Crespo tiveram a oportunidade de ver, através da apresentação de imagens, e de ouvir testemunhos, na primeira pessoa, de pessoas que contactam diariamente com uma realidade que para muitos de Nós estava ultrapassada.



Bem- Hajam as Irmãs pela disponibilidade, dedicação e entrega total aos outros, pela coragem e generosidade intensas que aqui revelaram.



O Nosso Muito Obrigada e o desejo de nos voltarmos a encontrar.


Votos de Feliz Natal, pleno de Paz , Amor e muito carinho para os que delas dependem.





A professora de FC