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quinta-feira, 29 de março de 2012

Tradições Pagãs na Páscoa

Tradições pagãs na Páscoa
Na Páscoa, é comum a prática de pintar ovos cozidos, decorando-os com desenhos e formas abstratas. Em grande parte dos países ainda é um costume comum, embora noutros, os ovos tenham sido substítuidos por ovos de chocolate. No entanto, o costume não é citado na Bíblia. Portanto, este costume é uma alusão a antigos rituais pagãos. Ishtar ou Astarte é a deusa da fertilidade e do renascimento na mitologia anglo-saxã, na mitologia nórdica e mitologia germânica. A primavera, lebres e ovos pintados com runas eram os símbolos da fertilidade e renovação a ela associados. A lebre (e não o coelho) era seu símbolo. Suas sacerdotisas eram ditas capazes de prever o futuro observando as entranhas de uma lebre sacrificada. A lebre de Eostre pode ser vista na Lua cheia e, portanto, era naturalmente associada à Lua e às deusas lunares da fertilidade. De seus cultos pagãos originou-se a Páscoa (Easter, em inglês e Ostern em alemão), que foi absorvida e misturada pelas comemorações judaico-cristãs. Os antigos povos nórdicos comemoravam o festival de Eostre no dia 30 de Março. Eostre ou Ostera (no alemão mais antigo) significa “a Deusa da Aurora” (ou, novamente, o planeta Vênus). É uma deusa anglo-saxã, teutônica, da Primavera, da Ressurreição e do Renascimento. Ela deu nome ao Shabbat Pagão, que celebra o renascimento chamado de Ostara.



http://pt.wikipedia.org

quarta-feira, 28 de março de 2012

História da Páscoa

As origens do termo
A Páscoa é uma das datas comemorativas mais importantes entre as culturas ocidentais. A origem desta comemoração remonta muitos séculos atrás. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem.

Entre as civilizações antigas
Historiadores encontraram informações que levam a concluir que uma festa de passagem era comemorada entre povos europeus há milhares de anos atrás. Principalmente na região do Mediterrâneo, algumas sociedades, entre elas a grega, festejavam a passagem do inverno para a primavera, durante o mês de março. Geralmente, esta festa era realizada na primeira lua cheia da época das flores.





Entre os povos da antiguidade, o fim do inverno e o começo da primavera era de extrema importância, pois estava ligado a maiores chances de sobrevivência em função do rigoroso inverno que castigava a Europa, dificultando a produção de alimentos.

A Páscoa Judaica
Entre os judeus, esta data assume um significado muito importante, pois marca o êxodo deste povo do Egito, por volta de 1250 a.C, onde foram aprisionados pelos faraós durantes vários anos. Esta história encontra-se no Velho Testamento da Bíblia, no livro Êxodo. A Páscoa Judaica também está relacionada com a passagem dos hebreus pelo Mar Vermelho, onde liderados por Moises, fugiram do Egito.
Nesta data, os judeus fazem e comem o matzá (pão sem fermento) para lembrar a rápida fuga do Egito, quando não sobrou tempo para fermentar o pão.

A Páscoa entre os cristãos
Entre os primeiros cristãos, esta data celebrava a ressurreição de Jesus Cristo (quando, após a morte, sua alma voltou a se unir ao seu corpo). O festejo era realizado no domingo seguinte a lua cheia posterior ao equinócio da Primavera (21 de março).
Entre os cristãos, a semana anterior à Páscoa é considerada como Semana Santa. Esta semana tem início no Domingo de Ramos que marca a entrada de Jesus na cidade de Jerusalém.

A História do coelhinho da Páscoa e os ovos
A figura do coelho está simbolicamente relacionada à esta data comemorativa, pois este animal representa a fertilidade. O coelho se reproduz rapidamente e em grandes quantidades. Entre os povos da antiguidade, a fertilidade era sinônimo de preservação da espécie e melhores condições de vida, numa época onde o índice de mortalidade era altíssimo. No Egito Antigo, por exemplo, o coelho representava o nascimento e a esperança de novas vidas.
Mas o que a reprodução tem a ver com os significados religiosos da Páscoa? Tanto no significado judeu quanto no cristão, esta data relaciona-se com a esperança de uma vida nova. Já os ovos de Páscoa (de chocolate, enfeites, jóias), também estão neste contexto da fertilidade e da vida.A figura do coelho da Páscoa foi trazido para a América pelos imigrantes alemães, entre o final do século XVII e início do XVIII.


http://www.suapesquisa.com/historia_da_pascoa.htm

domingo, 13 de novembro de 2011

DIA DE S. MARTINHO especial 11-11-11

"No dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho"


É tradição portuguesa fazer um magusto no dia de S. Martinho. Grupos de amigos e famílias reunem-se à volta da fogueira onde assam castanhas para comer acompanhadas de jeropiga, abafado ou vinho novo.Nós não provámos o vinho novo, não bebemos jeropiga, nem tão-pouco nos reunimos à volta da fogueira, mas comemos as castanhas, gentilmente assadas na cantina da escola.A jeropiga foi substituída … por chá de cidreira! Para compensar, os deliciosos bolos que alunos e professores ofereceram e a que ninguém resistiu.


Os "mais jovens" dinamizadores do projeto quiseram levar, para oferecer às respetivas avós, o chá de cidreira que tiveram o cuidado de ajudar a cortar e embalar...




E as cantigas à volta da fogueira foram substituídas por uma quermesse onde os alunos se revelaram insuperáveis.






A Laura esteve imparavel!



Desde a oferta de castanhas, à confeção dos seus "cup-cakes", à participação activa na quermesse, galvanizando alunos e professores, esteve a tempo "inteiro" dedicada ao sucesso desta actividade.




Na sala de convívio dos alunos.



Dinamizaram esta atividade os alunos das turmas do 8ºA, 8ºE e alguns alunos do 6ºano.
O Dia de S. Martinho reverte integralmente para o financiamento das “bolsas informáticas”, em Moçambique_Projecto UPG.

Lenda de S. Martinho
Martinho era um valente soldado romano que vindo de Itália atravessava os Alpes de regresso a Tours, sua terra natal, em França.Fazia mau tempo. O dia estava chuvoso e com muito vento. Martinho ia agasalhado e estava coberto com uma túnica vermelha que o protegia do frioAo passar por um mendigo quase nu, e não tendo nada que lhe dar, Martinho ergueu a espada e, de um só golpe, cortou a sua capa ao meio. Deu metade ao pobre. Diz-se que nesse mesmo instante as nuvens e o mau tempo desapareceram. Parecia verãoDiz a lenda que foi a recompensa a Martinho por ter sido bom e que é por isso que nesta época do ano, apesar de ser outono, o tempo melhora e fica mais quente durante três ou quatro dias. É o verão de S. Martinho.

domingo, 10 de julho de 2011

Festa dos Tabuleiros _ Tomar


Dezenas de milhares de pessoas acorreram à cidade de Tomar que se engalanou para assistir ao mais importante dos cortejos da Festa dos Tabuleiros, a 10 de Julho. Um desfile que se fez ao longo de cinco quilómetros de ruas enfeitadas com milhares de flores de papel e ornamentadas com colchas nas varandas e janelas.
A paragem na Praça da República foi um momento de pausa no desfile. Neste local, o bispo de Santarém, Manuel Pelino, procedeu à bênção dos tabuleiros que, depois do terceiro toque do sino, foram, em simultâneo, novamente levantados, prosseguindo o desfile pelas ruas da cidade.
O bispo manifestou o desejo de que a Festa dos Tabuleiros seja inspiradora para a «alegria, justiça e solidariedade».

Nas ruas, repletas de gente que atirava papelinhos de múltiplas cores à passagem dos tabuleiros, houve quem chegasse bem cedo para garantir lugar. Foi o caso de Jaime Rodrigues, oriundo de Santa Maria da Feira, que às 10h40 já tinha tomado lugar próximo da Mata Nacional dos Sete Montes, de onde as centenas de tabuleiros sairiam mais de cinco horas depois.
No cortejo, onde estão representadas as 16 freguesias do concelho, as mulheres, que transportam um tabuleiro com cerca de 15 quilos, desfilam vestidas de branco e com uma fita de cor à cintura ou a tiracolo, a mesma cor da gravata que os respectivos acompanhantes envergam.
Cada tabuleiro, decorado com flores de papel, tem a altura da mulher que o leva à cabeça, sendo constituído por 30 pães e tendo no alto uma coroa com a pomba do Espírito Santo ou a Cruz de Cristo.



A Festa dos Tabuleiros ou Festa do Divino Espírito Santo, retomada no século passado, tem origem pagã relacionada com a época das colheitas e adquiriu carácter religioso na Idade Média, pela Rainha Santa Isabel, que lançou as bases da Congregação do Espírito Santo.

A festa termina a 11 de Julho com o cortejo do bodo, onde são distribuídos pão, vinho e carne pelos mais necessitados do concelho.

http://www.cafeportugal.net/pages/noticias
www.flickr.com/.../sets/72157605198024064/

domingo, 26 de junho de 2011

Festa de Encerramento_ JI de Parceiros

Festa de encerramento do ano lectivo 2010 – 2011

Arraial de S. João

Os meninos do Jardim de Infância de Parceiros, do Agrupamento de Escolas José Saraiva, preparam-se para entrar em palco com a sua marcha.



As crianças apresentaram a sua coreografia ao som da marcha de São João.

Em Portugal festejam-se os Santos Populares em Junho (Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29).
Como manda a tradição, e como estamos a terminar o ano lectivo, comemorámos o dia de S. João a 22, no Jardim e na Escola Primária de Parceiros, com Marchas Populares.
Este ano, o tema do nosso Projecto é “A terra é a nossa casa…” Assim, fomos vestidos com elementos relacionados com o mar, mas o melhor de tudo, foi que as nossas famílias vieram todas à Festa e, foram tantas as emoções que quisemos partilhar convosco.
Como vêem, somos bem dispostos, gostamos de apreender muito, mas sem esquecer a nossa cultura e tradições, como país de marinheiros que festeja sempre os Santos Populares com muita animação, sardinha assada, febra na brasa, caldo verde e pão de milho.

Educadora Lúcia Pereira

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dia de Santo António

O professor Goulão desenha o Dia de Santo António:



Não faltam as marchas, as sardinhas e os tradicionais casamentos.


FESTAS E TRADIÇÕES


A 13 de Junho, a cidade de Lisboa pára. Na véspera, a cidade dançou, divertiu-se, leu pregões, cheirou mangericos e comeu sardinha assada.
Lisboa orgulha-se do seu santo e da tradição. São os bairros mais populares os que mais importância dão ao seu santo. É aí que a velha Olissipo se afirma, que a tradição enobrece. O Castelo e Alfama vestem-se para receber o Santo, entre marchas e fitas coloridas. Nos largos onde desembocam as pequenas vielas e as íngremes escadarias, nascem esplanadas com sardinha assada, fitas coloridas e música de arraial. É um dos lados mais pitorescos de Lisboa, à noite, onde velhos e novos se juntam em alegre paródia. Os primeiros brindam à tradição; os segundos, porque qualquer razão é boa para brindar e dançar.
Associado ao Santo António está a sua característica casamenteira.



"Santo António, Santo AntoninhoArranja-me lá um maridinho..."
é um dos mais antigos pregões populares.



As décadas de 50 e 60 marcaram uma tradição que teve grande acolhimento popular na cidade de Lisboa: "As Noivas de Santo António". A iniciativa era patrocinada pelo jornal Diário Popular e por alguns comerciantes que ofereciam a indumentária para a boda. Actualmente, a Câmara de Lisboa retomou esta velha tradição, que perpetua a marca casamenteira de Santo António.


O QUE É O MANJERICO?





Algumas quadras populares escritas por Fernando Pessoa



Manjerico, manjerico
Manjerico, manjerico,Manjerico que te dei,A tristeza com que ficoInda amanhã a terei.
O manjerico comprado
O manjerico compradoNão é melhor que o que dão.Põe o manjerico ao ladoE dá-me o teu coração.
O manjerico e a bandeira
O manjerico e a bandeiraQue há no cravo de papel —Tudo isso enche a noite inteira,Ó boca de sangue e mel.
O vaso do manjerico
O vaso do manjericoCaiu da janela abaixo.Vai buscá-lo, que aqui ficoA ver se sem ti te acho.
Manjerico que te deram
Manjerico que te deram,Amor que te querem dar...Recebeste o manjerico.O amor fica a esperar.

domingo, 24 de abril de 2011

Feliz Páscoa



Frases para Orkut



Origens da Páscoa
Assim como outras celebrações religiosas, a Páscoa teve a sua origem numa festa pagã. Séculos antes do nascimento de Jesus Cristo, algumas tribos européias celebravam o começo da primavera com uma grande festa, que simbolizava o fim de um tempo difícil, o inverno, e o renascer de uma nova fase. Os judeus também festejavam a Páscoa antes do nascimento de Jesus. Para eles, a data representava a liberdade, depois de anos de escravidão no Egipto.
Mas para o catolicismo, que hoje celebra mundialmente essa data, a Páscoa tem outro sentido: a morte e ressurreição de Jesus Cristo. A origem da palavra Páscoa em hebraico é "Pessach", que significa passagem.
As celebrações são um pouco diferentes ao redor do mundo e os símbolos também variam. Mas muitos países coincidem na realização de procissões, comidas típicas, ovos de chocolate ou




pintados à mão, pequenos rituais para as crianças, músicas e mensagens especiais.
Na Europa, muitas cidades realizam grandes procissões, como as que acontecem na Semana Santa de Sevilha, na Espanha. Países como Itália e Portugal, onde a tradição católica é bastante forte, celebram a Páscoa com diferentes rituais e símbolos.


A Páscoa ao redor do mundo
A Páscoa no Brasil é comemorada com rituais religiosos e ovos de chocolate para as crianças, que geralmente são colocados em cestos e entregados pela coelhinha da Páscoa. Já nos Estados Unidos, os ovos são escondidos no jardim e, em algumas cidades, na praça pública, reunindo toda a criançada para procurá-los. A Índia, onde parte da população segue a religião hindu, promove na mesma época, o festival Holi, que lembra como o Deus Krishina apareceu. Na China, realiza-se o evento Ching-Ming, onde as pessoas visitam os túmulos de seus ancestrais, levando oferendas.

Fonte:
http://dreamguides.edreams.pt/pascoa


sábado, 13 de março de 2010

Tradições Africanas

Um dos objectivos do Projecto é a partilha de costumes e tradições.
O grupo cinco, da turma 8ºC, realizou um trabalho neste âmbito, através de alguma pesquisa na
Internet e da aplicação de conteúdos programáticos leccionados nas aulas de Área de Projecto.
"O continente africano é conhecido pelas suas tradições muito próprias. É isso que nós tentamos transmitir neste trabalho."

Alunos do 8º C



JOGOS TRADICIONAIS AFRICANOS
Existem muitos jogos tradicionais africanos mas o mais conhecido em Portugal, e no resto do mundo é o Ouri.
O objectivo do jogo é recolher mais peças/sementes que o adversário. Todas as sementes/peças têm o mesmo valor.


Tabuleiro de Ouri típico africano, construído em madeira.

ARTE AFRICANA
A arte africana, tal como muitos outros aspectos culturais, é muito própria. As pinturas e esculturas, têm quase sempre a presença da figura humana, o que identifica a preocupação com os valores étnicos, morais e religiosos. As matérias-primas mais utilizadas nas esculturas são o ouro, o bronze e o marfim. Outro grande símbolo da arte deste continete é as máscaras, feitas em barro que estão ligadas aos espíritos e a todos os imaginários místicos. São utilizadas em funerais de algumas tribos.





















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A música é um dos aspectos mais importantes da cultura africana. O Kizomba tem milhares de adeptos em todo o mundo

Semba















O Semba é uma dança de salão angolana, bastante popular entre os africanos

Trabalho elaborado por:

-Manuel Guarda nº 12; -Mariana Vieira nº 13; -Nuno Maximiano nº 16;-Patrícia nº 17.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Carnaval na Guiné-Bissau






A diversidade cultural de um “pequeno país gigantesco”, a Guiné-Bissau, mínimo na geografia mas com 23 etnias e 9 idiomas, concentra-se todos os anos em meados de Fevereiro na capital, Bissau, numa enorme e inebriante manifestação de alegria popular. Trata-se do Carnaval, tradição originalmente europeia, mas que nesta nação africana assume matizes de identidade social e artística ímpares.
Até à Independência o Carnaval era europeizado. Hoje é uma multiplicidade de palcos a “explodir” em manifestações etnográficas de raiz local, em que a tradição festiva guineense extravasa completamente pelos bairros e ruas da capital. O esquema base [...] não deixa de encontrar paralelos com os carnavais de carácter europeu ou brasileiro, com um grande desfile principal na avenida central de Bissau, dedicado este ano ao tema da Reconciliação Nacional, e inúmeros pequenos desfiles paralelos. Contudo [...] «é uma desbunda completa, mas organizada», onde há «uma grande etnização do carnaval». Formalmente, os desfiles associam-se a bairros, «mas não há dúvida nenhuma que nos grupos que aparecem sentes que uns são mais Balantas, mais Papeis, mais Bijagós, Ndingas, etc., começam a assumir-se como tal». E, como tal, cada bairro acaba por representar uma das muitas etnias guineenses.
«Nesta perspectiva o festival é um pouco o desfile de vários grupos étnicos, é um festival de tradições, onde as máscaras ganham grande importância, e quase todas correspondem à simbologia étnica de cada grupo» [...] «cada grupo concorre com uma rainha, máscaras e danças, mas ao mesmo tempo em que este desfile principal vai subindo até à tribuna principal, em frente ao palácio presidencial, tens constantemente, em paralelo, desfiles espontâneos, para baixo, para cima, para o lado, uma confusão completa. [...]

Retirado de http://www.cenalusofona.pt/cenaberta_old/carnaval.htm

sábado, 19 de dezembro de 2009

NATAL EM MOÇAMBIQUE


Uma amiga crescida da nossa turma,que trabalhou connosco no Projecto TecLAR, chamada Elisa, escreveu-nos a contar sobre o seu Natal em Terras de Moçambique. Escrevemos aqui no Blogue de África o e-mail que ela nos enviou.
O Meu Natal em terras de Moçambique
Quando eu era criança, vivia num País muito grande e distante de Portugal e que se chama MOÇAMBIQUE.
O mês de Dezembro é o mais quente do Ano, ao contrário daqui (sempre mais de 30º); eu nem sabia o que era o frio do Inverno e muito menos o que era a neve, pois naquele País, só há duas Estações do Ano.
São apenas os Cristãos que celebram o Natal, pois em Moçambique há muitos Muçulmanos, e portanto não têm a festa de Natal, já que a religião deles é diferente e não celebram o nascimento de Jesus.
Como não tínhamos lareiras, as crianças colocavam “um sapatinho” debaixo da chaminé da cozinha, pois os nossos pais diziam-nos que o Menino Jesus durante a noite de 24 para 25, descia pela chaminé e colocava lá um presentinho (não eram muitos, mas ficávamos muito felizes). Habitualmente eram umas roupas novas para usarmos no dia 25 na Missa de Natal. Não se falava no “Pai Natal”, já que este não faz parte da nossa tradição de Católicos.
Como os Portugueses levaram para lá as nossas tradições, também se comia o bacalhau (que ia cá de Portugal, em grandes navios de longo curso) com batatas cozida e hortaliça, no jantar do dia 24 bem como as fatias douradas, as filhoses, e o pão-de-ló, em vez do Bolo-rei que também não se fazia, como agora. Ainda comíamos castanhas assadas no carvão, mas eram de caju, (um fruto típico daquele País). Eram deliciosas, podem crer, e nada têm a ver com “essas” que se vendem nos supermercados.
Também nos reuníamos em família (quem a tivesse lá), pois muitas pessoas estavam sós e então juntavam-se com os amigos, já que éramos todos muito unidos, vivendo como se fossemos uma família.
Ao recordar estes momentos, lembro-me agora de que os meus pais tinham um grande amigo que até me ensinou a dançar, a quem eu chamava de tio (pois eu não conhecia os meus tios verdadeiros).
Elisa Pinto

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tradições de Natal na Guiné-Bissau

As tradições de Natal na Guiné-Bissau são bastante diferentes das europeias. Mesmo dentro da Guiné existem grandes diferenças entre a capital do país, Bissau, e o interior do país. Independentemente do local onde vivem, cada etnia tem as suas próprias tradições e os guineenses que são católicos celebram o Natal de formas diversificadas.

No interior do país é habitual juntarem-se grupos de jovens da etnia Balanta e também de outras etnias durante a época das chuvas para fazerem a lavoura nas terras. Estes grupos são constituídos por cerca de 15 jovens. O pagamento desse trabalho é feito pelo dono de cada terra, através do pagamento de uma certa quantia ou de produtos (um porco, sacos de arroz ou outros produtos). Um dos jovens fica responsável por guardar o pagamento até à época do Natal. Com o aproximar do Natal, o grupo constrói uma barraca com folhas de palmeira, afastada da tabanca para os habitantes da aldeia não ouvirem o barulho dos festejos. Na noite de 24 de Dezembro os jovens de cada grupo juntam-se, matam um porco e dançam até à manhã de dia 25. No dia 25 convidam os mais velhos da tabanca e fazem uma grande festa onde comem, bebem, brincam e celebram durante todo o dia.

Em Bissau há missa à meia noite na véspera de Natal. Algumas famílias fazem uma ceia na noite de 24 de Dezembro. Embora não haja nenhuma comida típica para a ceia, podem fazer pratos tradicionais da Guiné-Bissau, como caldo de chabéu, caldo branco ou outros. A etnia Bijagó tem por tradição comer caldo de chabéu. No dia de Natal a festa dura todo o dia. Algumas pessoas cortam uma árvore do Bairro da Granja e é hábito decorá-la com balões.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Dia de S. Martinho

Dia de S. Martinho

O Dia de S. Martinho comemora-se a 11 de Novembro.Neste dia, no nosso país, assam-se as castanhas e prova-se o vinho novo. A tradição manda que o dia de S. Martinho se festeje com castanhas, água-pé (para os mais crescidos), uma fogueira para saltar (quem quiser) e bom convívio.

Magusto: É a festa em que se assam as castanhas (que se recolhem nesta altura) e se convive. Tem a ver com o momento em que, depois da vindimas, nos meses de Setembro e Outubro, o vinho está pronto e se prova.

Dois provérbios: - No dia de S. Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho. ou- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho. - No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

Assar castanhas: Como se preparam as castanhas para assar?- Molham-se (não tem que ser, mas ajuda a que o sal agarre).- Dá-se um golpe em cada uma (retalhar).- Põe-se sal.- Põe-se um pouco de erva-doce (dá um sabor muito bom).- Põem-se dentro do fogareiro (ou num tabuleiro no forno, ou no calor de uma fogueira). Quanto tempo demoram as castanhas a assar?Um quarto de hora, aproximadamente.




http://pt.dreamstime.com/castanhas-thumb54674.jpg


A castanha: A castanha é um fruto que vem de uma árvore: o castanheiro. Um conjunto de castanheiros chama-se souto. No norte de Portugal é que os castanheiros se dão melhor, e é de lá que vêm as castanhas para vender no País todo. A castanha está na árvore protegida por uma bola cheia de picos que se chama "ouriço". Quando chega o Outono, o ouriço abre e deixa cair a castanha no chão. Antes de a batata chegar à Europa e se espalhar por todo o lado (séc. XVII), a castanha era a base da alimentação, especialmente no campo. Pode cozer-se, assar-se, fazer-se em puré, fazer-se sopa com ela, doce, etc.

www.junior.te.pt/servlets/Rua?ID=330&P

domingo, 8 de novembro de 2009

O Dia dos Fiéis Defuntos na Guiné-Bissau

Um dos objectivos do Projecto “Nós com África” é a partilha de costumes e tradições.
Indo de encontro a este objectivo e, tendo em conta que se celebrou o Dia das Bruxas (Halloween) e o Dia de Todos os Santos há apenas uma semana, considerámos pertinente falar-vos das tradições existentes na Guiné relativamente a esta data.

Assim sendo, na Guiné-Bissau, embora não havendo a celebração do Halloween, é costume os mais novos saírem à rua na primeira semana de Novembro, cantando músicas e pedindo dinheiro.

Para além disso, no dia 2 de Novembro celebra-se o feriado dos fiéis defuntos, dia em que as famílias se deslocam aos cemitérios para colocar coroas de flores de papel nas campas.
fotos gentilmente cedidas por autora do blog Afric-Ana

Mas como encaram os guineenses a morte?

Os guineenses têm um culto particular pelos seus mortos: no caso de ocorrer um falecimento, estendem-se esteiras numa sala ou num quarto durante uma semana, período em que a família enlutada recebe visitas que vão apresentar pêsames. As visitas sentam-se ao pé dos familiares, consolando-as e partilhando sinceramente a sua dor. A este costume dá-se o nome de tchur (choro).

No oitavo dia há a missa pela alma dos defuntos, seguida de uma lauta refeição. Levantam-se depois as esteiras, que se arrumam num canto da casa.

Decorrido algum tempo (pode ir de uma semana a um, dois ou mais anos, conforme os meios financeiros), a família do falecido estende de novo as esteiras na kasa garandi (casa principal) e organizam-se as cerimónias tradicionais que consistem no toca tchur (toca-choro).
É com o ressoar dos tantãs (instrumentos de percursão) que se inauguram essas cerimónias, que duram três dias, durante as quais se abatem vacas, porcos, galinhas, etc. e onde a bebida também não falta.

Quadro representando danças de toca tchur (retirado daqui)

No fim do terceiro dia, regressa-se à casa principal para ficar até ao oitavo dia. Findo este tempo, levantam-se as esteiras e cada um retoma o caminho de sua casa.

Estas cerimónias são escrupulosamente respeitadas pois mantém-se a crença de que aquele que não realizar o toca tchur de um ente falecido pode estar sujeito às maiores desgraças físicas ou morais.

Muitas vezes, aquando de um aperitivo entre amigos, deitam-se num canto da sala ou à entrada da casa algumas das gotas da bebida para os que já não estão neste mundo, para que participem na reunião. É uma convicção bem vincada em todos os guineenses: os mortos continuam a tomar parte incontestável na vida dos familiares, sobretudo nos momentos de alegria!

(informações retiradas do livro O crioulo da Guiné-Bissau – Filosofia e Sabedoria, de Benjamim Pinto Bull)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

UBUNTU - evento cultural na Guiné-Bissau



Vídeo (dança tradicional de etnia manjaco)