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domingo, 27 de novembro de 2011

Fado, património imaterial da humanidade




O fado é Património Imaterial da Humanidade segundo decisão hoje tomada durante o VI Comité Intergovernamental da Organização da ONU para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

O Presidente da República já se congratulou com esta notícia, considerando-a «motivo de orgulho para todos os portugueses».«A partir deste momento, o fado é reconhecido como um Património de toda a Humanidade, um valor inestimável no presente e uma herança cultural importante para as gerações futuras», lê-se numa mensagem do chefe de Estado divulgada no «site» da Presidência da República.

Também o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, afirmou em comunicado que a distinção da UNESCO ao Fado dá aos portugueses «alegria [...] numa altura em que Portugal necessita como nunca de notícias positivas».Num comunicado enviado à Lusa, Francisco José Viegas diz que esta decisão irá «contribuir para que as atenções do mundo se voltem para um dos emblemas da nossa cultura e do nosso talento».

O antigo presidente da Câmara de Lisboa Pedro Santana Lopes lançou a ideia de candidatar o fado a Património Imaterial da Humanidade e escolheu os fadistas Mariza e Carlos do Carmo para embaixadores da candidatura.A candidatura foi aprovada por unanimidade pela Câmara de Municipal de Lisboa no dia 12 de maio de 2010 e apresentada publicamente na Assembleia Municipal, no dia 01 de junho, tendo sido aclamada por todas as bancadas partidárias.No dia 28 de junho de 2010, foi apresentada ao Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, e formalizada junto da Comissão Nacional da UNESCO. Em Agosto desse ano, deu entrada na sede da organização, em Paris.

A candidatura portuguesa foi considerada como exemplar pelos peritos da UNESCO, tal como o Paraguai e Espanha.


Mariza, embaixadora da candidatura do Fado, frisou que a distinção da UNESCO "não é de alguns, é de todos, a começar pelos intérpretes, mas passando pelos instrumentistas, poetas, e todos, todos".


Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/actualidade?mid1=ex.menus/19#ixzz1ewIJWUfu

sábado, 5 de novembro de 2011

DIA DO BOLINHO

Como estava previsto, comemorámos O Dia Do Bolinho no dia 31 de Outubro - tradição popular da zona de Leiria.
Os alunos do 8º A dinamizaram as actividades da sala de convívio onde cachorros quentes, sumos, chá, bolos e "bolinho", fizeram as delícias dos visitantes.

É pena mas o fotógrafo não esteve lá!

Na sala de professores organizou-se uma mostra de "bolinho".

Erva-cidreira para chá, ervas aromáticas e frutos embalados completaram esta mostra.
Erva-cidreira. E os bolinhos eram uma delícia!

O nosso agradecimento a todos os alunos, professores e funcionários que colaboraram com mais esta iniciativa do Projecto, contribuindo assim para o financiamento das bolsas de estudo de informática, para jovens mães moçambicanas, a decorrer este ano de 2011.

Em breve, e logo que nos seja enviada informação das "mamãs" contempladas com as bolsas, divulgaremos aqui no blog.

Relembramos que o projecto "Bolsas Informáticas" tem como objectivo o financiamento de 15 bolsas, a 100%, para jovens mães ou no caso do número de inscrições ser insuficiente, 30 bolsas comparticipadas em 50%, para dar apoio também a técnicos locais que dinamizam os projectos da UPG, em Moçambique.
Um especial agradecimento aos encarregados de educação que facultaram a logística e ofereceram os produtos utilizados na confeção dos cachorros.
Um grande obrigada à professora Carmo & Cª que confecionaram os deliciosos "bolinhos" e que partilharam connosco o seu arbusto de erva-cidreira.

domingo, 10 de julho de 2011

Festa dos Tabuleiros _ Tomar


Dezenas de milhares de pessoas acorreram à cidade de Tomar que se engalanou para assistir ao mais importante dos cortejos da Festa dos Tabuleiros, a 10 de Julho. Um desfile que se fez ao longo de cinco quilómetros de ruas enfeitadas com milhares de flores de papel e ornamentadas com colchas nas varandas e janelas.
A paragem na Praça da República foi um momento de pausa no desfile. Neste local, o bispo de Santarém, Manuel Pelino, procedeu à bênção dos tabuleiros que, depois do terceiro toque do sino, foram, em simultâneo, novamente levantados, prosseguindo o desfile pelas ruas da cidade.
O bispo manifestou o desejo de que a Festa dos Tabuleiros seja inspiradora para a «alegria, justiça e solidariedade».

Nas ruas, repletas de gente que atirava papelinhos de múltiplas cores à passagem dos tabuleiros, houve quem chegasse bem cedo para garantir lugar. Foi o caso de Jaime Rodrigues, oriundo de Santa Maria da Feira, que às 10h40 já tinha tomado lugar próximo da Mata Nacional dos Sete Montes, de onde as centenas de tabuleiros sairiam mais de cinco horas depois.
No cortejo, onde estão representadas as 16 freguesias do concelho, as mulheres, que transportam um tabuleiro com cerca de 15 quilos, desfilam vestidas de branco e com uma fita de cor à cintura ou a tiracolo, a mesma cor da gravata que os respectivos acompanhantes envergam.
Cada tabuleiro, decorado com flores de papel, tem a altura da mulher que o leva à cabeça, sendo constituído por 30 pães e tendo no alto uma coroa com a pomba do Espírito Santo ou a Cruz de Cristo.



A Festa dos Tabuleiros ou Festa do Divino Espírito Santo, retomada no século passado, tem origem pagã relacionada com a época das colheitas e adquiriu carácter religioso na Idade Média, pela Rainha Santa Isabel, que lançou as bases da Congregação do Espírito Santo.

A festa termina a 11 de Julho com o cortejo do bodo, onde são distribuídos pão, vinho e carne pelos mais necessitados do concelho.

http://www.cafeportugal.net/pages/noticias
www.flickr.com/.../sets/72157605198024064/

domingo, 26 de junho de 2011

Festa de Encerramento_ JI de Parceiros

Festa de encerramento do ano lectivo 2010 – 2011

Arraial de S. João

Os meninos do Jardim de Infância de Parceiros, do Agrupamento de Escolas José Saraiva, preparam-se para entrar em palco com a sua marcha.



As crianças apresentaram a sua coreografia ao som da marcha de São João.

Em Portugal festejam-se os Santos Populares em Junho (Santo António a 13, São João a 24 e São Pedro a 29).
Como manda a tradição, e como estamos a terminar o ano lectivo, comemorámos o dia de S. João a 22, no Jardim e na Escola Primária de Parceiros, com Marchas Populares.
Este ano, o tema do nosso Projecto é “A terra é a nossa casa…” Assim, fomos vestidos com elementos relacionados com o mar, mas o melhor de tudo, foi que as nossas famílias vieram todas à Festa e, foram tantas as emoções que quisemos partilhar convosco.
Como vêem, somos bem dispostos, gostamos de apreender muito, mas sem esquecer a nossa cultura e tradições, como país de marinheiros que festeja sempre os Santos Populares com muita animação, sardinha assada, febra na brasa, caldo verde e pão de milho.

Educadora Lúcia Pereira

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dia de Santo António

O professor Goulão desenha o Dia de Santo António:



Não faltam as marchas, as sardinhas e os tradicionais casamentos.


FESTAS E TRADIÇÕES


A 13 de Junho, a cidade de Lisboa pára. Na véspera, a cidade dançou, divertiu-se, leu pregões, cheirou mangericos e comeu sardinha assada.
Lisboa orgulha-se do seu santo e da tradição. São os bairros mais populares os que mais importância dão ao seu santo. É aí que a velha Olissipo se afirma, que a tradição enobrece. O Castelo e Alfama vestem-se para receber o Santo, entre marchas e fitas coloridas. Nos largos onde desembocam as pequenas vielas e as íngremes escadarias, nascem esplanadas com sardinha assada, fitas coloridas e música de arraial. É um dos lados mais pitorescos de Lisboa, à noite, onde velhos e novos se juntam em alegre paródia. Os primeiros brindam à tradição; os segundos, porque qualquer razão é boa para brindar e dançar.
Associado ao Santo António está a sua característica casamenteira.



"Santo António, Santo AntoninhoArranja-me lá um maridinho..."
é um dos mais antigos pregões populares.



As décadas de 50 e 60 marcaram uma tradição que teve grande acolhimento popular na cidade de Lisboa: "As Noivas de Santo António". A iniciativa era patrocinada pelo jornal Diário Popular e por alguns comerciantes que ofereciam a indumentária para a boda. Actualmente, a Câmara de Lisboa retomou esta velha tradição, que perpetua a marca casamenteira de Santo António.


O QUE É O MANJERICO?





Algumas quadras populares escritas por Fernando Pessoa



Manjerico, manjerico
Manjerico, manjerico,Manjerico que te dei,A tristeza com que ficoInda amanhã a terei.
O manjerico comprado
O manjerico compradoNão é melhor que o que dão.Põe o manjerico ao ladoE dá-me o teu coração.
O manjerico e a bandeira
O manjerico e a bandeiraQue há no cravo de papel —Tudo isso enche a noite inteira,Ó boca de sangue e mel.
O vaso do manjerico
O vaso do manjericoCaiu da janela abaixo.Vai buscá-lo, que aqui ficoA ver se sem ti te acho.
Manjerico que te deram
Manjerico que te deram,Amor que te querem dar...Recebeste o manjerico.O amor fica a esperar.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Pequenina

Pequenina

És pequenina e ris ... A boca breve
É um pequeno idílio cor-de-rosa ...
Haste de lírio frágil e mimosa!
Cofre de beijos feito sonho e neve!

Doce quimera que a nossa alma deve
Ao Céu que assim te faz tão graciosa!
Que nesta vida amarga e tormentosa
Te fez nascer como um perfume leve!

O ver o teu olhar faz bem à gente ...
E cheira e sabe, a nossa boca, a flores
Quando o teu nome diz, suavemente ...

Pequenina que a Mãe de Deus sonhou,
Que ela afaste de ti aquelas dores
Que fizeram de mim isto que sou!

Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas"
Ler outros poemas de Florbela de Alma Conceição Espanca

sábado, 14 de maio de 2011

Notícias do Liceu Daniel Brottier


Esta semana recebemos muitas cartas dos alunos do Liceu Daniel Brottier, de alguns professores e do Sr. Director e professor Martinho Mendes.

É a concretização do intercâmbio, iniciado este ano lectivo, entre a Escola José Saraiva de Leiria e o Liceu Daniel Brottier, em Calequisse, na Guiné-Bissau, no âmbito do projecto Andorinha.A troca de saberes e experiências, diferentes, vivenciadas nas duas escolas contribuirão certamente para a divulgação da Língua e Cultura Portuguesas bem como para o enriquecimento cultural dos professores e alunos dos dois estabelecimentos de ensino.


O Liceu Daniel Brottier é uma Escola Pública de Iniciativa Comunitária, porque seguiu o exemplo de muitas escolas na região: foi a própria população que ajudou à construção do edifício e por isso tem uma participação associativa na sua gestão. É o único liceu numa região interior e isolada, e conta com uma significa percentagem de raparigas na sua frequência.

Esperamos que os nossos novos amigos recebam brevemente notícias da Escola José Saraiva.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

José Malhoa


Hoje, seria o aniversário de...

José Vital Branco Malhoa (Caldas da Rainha, 28 de Abril de 1855 – Figueiró dos Vinhos, 26 de Outubro de 1933), pintor, desenhista e professor português.


Aos 12 anos, entrou para a escola de Belas Artes, e revelou tantas aptidões e tanta dedicação pelo estudo que terminou o curso, ganhando em todos os anos... o primeiro prémio. Tendo concluído o curso pensou em completar a sua educação artística no estrangeiro, e entrou em dois concursos para pensionista do Estado. Não o conseguiu, apesar do seu reconhecido mérito, por ser o subsídio adjudicado a outro concorrente... Malhoa sentiu-se ressentido com esse facto, como artista a quem preteriam o mérito, e pela impossibilidade de completar os seus estudos com os principais mestres da arte moderna, pois não tendo meios de fortuna que lhe permitissem ir viver independentemente no estrangeiro, só o poderia fazer com aquele auxílio. Desesperado com este contratempo, desistiu dessa carreira, e jurou nunca mais voltar a pintar. Tornou-se então empregado de balcão de uma loja de modas, pertencente a um irmão. Contudo, Malhoa não podia perder os seus dedicados estudos, e seis meses depois começou a aproveitara algumas horas disponíveis para pintar um quadro, "A seara invadida", que enviou à exposição de Madrid, onde foi muito bem recebido.

Em 1881 deixou o comércio para se dedicar inteiramente à arte. Realizou inúmeras exposições, tanto em Portugal como no estrangeiro, designadamente em Madrid, Paris e Rio de Janeiro. Foi o pioneiro do Naturalismo em Portugal, tendo integrado o famoso Grupo do Leão.

Destacou-se também por ser um dos pintores portugueses que mais se aproximou da corrente artística Impressionista.Foi o primeiro presidente da Sociedade Nacional de Belas Artes e condecorado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago.

Em 1933, ano da sua morte, foi criado o Museu de José Malhoa nas Caldas da Rainha, distrito de Leiria.


Fonte: Claque dos autores




Foto:rainhaleonordelencastre.wordpress.com/.../