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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Carnaval na_ Guiné-Bissau

A professora Telma Marta mostra-nos o Carnaval na Guiné-Bissau, através da sua objectiva.
São fotos fantásticas, cheias de cor e de alegria de diferentes etnias guineenses.



































FOTOS: Telma Marta

sexta-feira, 8 de abril de 2011

PASEG_Agradecimento

A coordenadora local do PASEG, na Guiné- Bissau, Dª Maria Manuel Silva, enviou ao Agrupamento de Escolas José Saraiva um agradecimento pelo envio dos materiais de apoio destinado às Oficinas de Língua Portuguesa naquele país.

A saber:

Obrigada ao grupo de Colaboradores do PASEG e ao IPAD, por nos proporcionar a oportunidade de contribuir para a melhoria das Oficinas de Língua Portuguesa na Guiné-Bissau.


Este é mais um incentivo a juntar a outros para continuarmos a trabalhar em prol da Divulgação da Língua de Camões.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Contentor já chegou à Guiné-Bissau!

Acabámos de receber Boas Notícias, da Guiné-Bissau, através da professora da Cooperação Portuguesa, Telma Marta, Amiga e Colaboradora do projecto.

Passamos a citar:

"O contentor com as vossas ofertas já chegou e já temos as caixas na cave do PASEG! Ficámos muito surpreendidos com a quantidade de material que enviaram! Vai ser tão bom para as escolas!!! E o giz, os apagadores, as mochilas, os livros, os dicionários, as gramáticas, os compassos, os esquadros, as réguas!
Todo o material vai ser muito bem recebido nas Oficinas em Língua Portuguesa e nas escolas. Tudo o que chegou são necessidades frequentemente apontadas pelas escolas e sei que serão muito valorizadas.




Muitos dos materiais serão levados para as novas Oficinas em Língua Portuguesa que o PASEG está a equipar neste momento em Bissau, em Canchungo, em Gabú e na ilha de Bolama. Alguns dicionários, giz, apagadores e literatura infantil vão viajar já na próxima 2ª feira para Canchungo."




Grande parte deste material, nomeadamente dicionários, gramáticas, giz, apagadores, estojos de pintura, blocos de desenho, lápis e tintas, foram adquiridos com verba angariada pelos alunos ao longo do ano lectivo, nas diversas actividades realizadas no âmbito do projecto.
Os livros, pastas de arquivo, literatura infanto-juvenil, mochilas, bolsas e material de primeiros socorros bem como o restante material foi gentilmente doado por professores, alunos, pais, amigos e restante comunidade educativa.



Os dinamizadores do projecto mais uma vez agradecem a Todos e em particular à Direcção da Escola José Saraiva que sempre colaborou nas iniciativas do projecto e ao IPAD, que financiou o transitário e o contentor que permitiu que estes materiais chegassem à Cooperação Portuguesa, na Guiné-Bissau.
Fotos: Professora Telma Marta

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tempo para Viver

"TEMPO PARA VIVER"


Passamos por vários momentos
Os mais difíceis, os mais fáceis, os mais perigosos e os mais mansos
Todos são momentos importantes
Pois fazem parte do tempo
Do tempo que temos para viver
Crescemos como uma árvore
Estendendo os braços longos, como se fossem ramos erguidos
Os pés bem colados na terra
Firmes em suas marcas e caminhos
Raízes longas e profundas de homens fortes e determinados
Corremos como um rio
Pois em nossas mãos estão nossos ideais
Com olhos fixos em água de espuma
Vontade forte e única
Momento de sermos uns pelos outros
Lutando constantemente... sem desistir
Conquistando migalhas duras
Este é o momento em que podemos ter um tempo novo
É tu és a esperança que nasce na madrugada
Que cresce nas tardes de Setembro
E aquece o coração da vida
E assim
A luz perfeita e mais dourada
Como a fonte que sempre me lembro

por Maran Banora

(Do livro "Histórias das Tabancas, Histórias criadas e contadas pelas mulheres da Guiné-Bissau, Aryran)

Fonte: "Espalhar a Arte"

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Directamente da Guiné-Bissau


"Olá a todos,
Seguem os votos de boas festas ilustrados, directamente da Guiné-Bissau.
Abraços."
Paula Bijagó
(Coordenadora do PASEG)

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Projecto "Andorinha"_ Guiné-Bissau

Hoje, divulgamos uma iniciativa de Professores Guineenses, designada Projecto Andorinha, que vem ao encontro dos objectivos do "Nós com África" , na medida em que promove a Língua e a Cultura Portuguesas bem como o intercâmbio de experiências entre Escolas Portuguesas e Guineenses.

Passamos a citar:

"ANDORINHA – 2 ANOS DE PROMOÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA E DA CULTURA EM LÍNGUA PORTUGUESA NA GUINÉ-BISSAU

Em Canchungo, a 24 de Abril de 2008, Marcolino Elias Vasconcelos, professor – sobretudo de Língua Portuguesa – no Liceu Regional Hô Chi Minh, e António Alberto Alves, sociólogo e voluntário, iniciaram o programa Andorinha na Rádio Comunitária Uler A Baand, que tem como objectivo a promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa e desde então mantém a sua periodicidade semanal, todas as quintas-feiras entre as 20.3h e 21.3h na frequência de 103 MHz.
De imediato, para responder a diversas solicitações de apoio educativo, jovens estudantes tomaram a iniciativa de se organizarem em bankada*, para ouvirem o programa Andorinha e “praticarem a oralidade e ultrapassarem o receio de falarem em português”! Ao longo desse ano, constituíram-se bankadas nos bairros da cidade de Canchungo (Betame, Pindai, Catchobar, Tchada, Djaraf, rua de Calquisse, Bairo Nobo) e em algumas tabanka (Cajegute, Canhobe, Tame).
Complementarmente, foi constituída a bankada central Andorinha, que concentra as suas actividades no Centro de Desenvolvimento Educativo de Canchungo e que tem organizado algumas iniciativas: sessões de vídeo, acções de sensibilização em escolas, feira do livro.
[*Bankada é um grupo informal mas estruturado, sobretudo de jovens, que se juntam num local na rua, para ouvirem rádio – neste caso, o programa Andorinha e para praticarem a oralidade em Língua Portuguesa.]

Esta iniciativa Andorinha surge como pioneira num país onde a utilização da Língua Portuguesa é muito baixa e a sua riqueza parte da própria motivação de jovens estudantes se organizarem em autoformação.

Complementarmente, no ano lectivo de 2009-2010, desenvolveu-se o projecto Andorinha – Promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa – um intercâmbio de escolas portuguesas e escolas no sector de Canchungo, Região de Cacheu, Guiné-Bissau. Tem como objectivo a montagem de um projecto bilateral de troca de experiências e intercâmbio entre um estabelecimento de ensino de Portugal e de um congénere na Região de Cacheu (Guiné-Bissau), que poderá proporcionar múltiplas vantagens recíprocas – e despoletar diversas acções de cooperação. Com efeito, a troca de correspondência escolar entre directores, professores e alunos, certamente aumentará o domínio da escrita em Língua Portuguesa entre os guineenses e promoverá o conhecimento sobre a Guiné-Bissau entre os portugueses.
Neste sentido, as iniciativas Andorinha passarão a promover o uso oral e escrito da Língua Portuguesa no quotidiano dos jovens e estudantes guineenses.

Em Canchungo e na Região de Cacheu, a designação de “Andorinha” é já sinónimo de promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa. Como grupo informal, solicitamos a adesão à CONGAI – Confederação das Organizações não Governamentais e Associações Intervenientes ao Sul do Rio Cacheu, o que foi prontamente aceite."
De salientar, que esta é uma iniciativa concebida e protagonizada por jovens alunos e professores guineenses, às expensas de trabalho voluntário e esforço e empenho de cada um – sem qualquer apoio de instituições portuguesas responsáveis pela promoção da Língua Portuguesa...

[Para mais informações e imagens, ver www.andorinhaemcanchungo.blogspot.com]

Eduardo Gomes (Presidente das BanKada Andorinha)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Mulher Guineense

A mulher guineense trabalha, dança, chora, sorri, canta, ensina, carrega, dá, pede, amamenta, cria, limpa, sofre, ajuda, ...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Carnaval na Guiné-Bissau






A diversidade cultural de um “pequeno país gigantesco”, a Guiné-Bissau, mínimo na geografia mas com 23 etnias e 9 idiomas, concentra-se todos os anos em meados de Fevereiro na capital, Bissau, numa enorme e inebriante manifestação de alegria popular. Trata-se do Carnaval, tradição originalmente europeia, mas que nesta nação africana assume matizes de identidade social e artística ímpares.
Até à Independência o Carnaval era europeizado. Hoje é uma multiplicidade de palcos a “explodir” em manifestações etnográficas de raiz local, em que a tradição festiva guineense extravasa completamente pelos bairros e ruas da capital. O esquema base [...] não deixa de encontrar paralelos com os carnavais de carácter europeu ou brasileiro, com um grande desfile principal na avenida central de Bissau, dedicado este ano ao tema da Reconciliação Nacional, e inúmeros pequenos desfiles paralelos. Contudo [...] «é uma desbunda completa, mas organizada», onde há «uma grande etnização do carnaval». Formalmente, os desfiles associam-se a bairros, «mas não há dúvida nenhuma que nos grupos que aparecem sentes que uns são mais Balantas, mais Papeis, mais Bijagós, Ndingas, etc., começam a assumir-se como tal». E, como tal, cada bairro acaba por representar uma das muitas etnias guineenses.
«Nesta perspectiva o festival é um pouco o desfile de vários grupos étnicos, é um festival de tradições, onde as máscaras ganham grande importância, e quase todas correspondem à simbologia étnica de cada grupo» [...] «cada grupo concorre com uma rainha, máscaras e danças, mas ao mesmo tempo em que este desfile principal vai subindo até à tribuna principal, em frente ao palácio presidencial, tens constantemente, em paralelo, desfiles espontâneos, para baixo, para cima, para o lado, uma confusão completa. [...]

Retirado de http://www.cenalusofona.pt/cenaberta_old/carnaval.htm

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Tradições de Natal na Guiné-Bissau

As tradições de Natal na Guiné-Bissau são bastante diferentes das europeias. Mesmo dentro da Guiné existem grandes diferenças entre a capital do país, Bissau, e o interior do país. Independentemente do local onde vivem, cada etnia tem as suas próprias tradições e os guineenses que são católicos celebram o Natal de formas diversificadas.

No interior do país é habitual juntarem-se grupos de jovens da etnia Balanta e também de outras etnias durante a época das chuvas para fazerem a lavoura nas terras. Estes grupos são constituídos por cerca de 15 jovens. O pagamento desse trabalho é feito pelo dono de cada terra, através do pagamento de uma certa quantia ou de produtos (um porco, sacos de arroz ou outros produtos). Um dos jovens fica responsável por guardar o pagamento até à época do Natal. Com o aproximar do Natal, o grupo constrói uma barraca com folhas de palmeira, afastada da tabanca para os habitantes da aldeia não ouvirem o barulho dos festejos. Na noite de 24 de Dezembro os jovens de cada grupo juntam-se, matam um porco e dançam até à manhã de dia 25. No dia 25 convidam os mais velhos da tabanca e fazem uma grande festa onde comem, bebem, brincam e celebram durante todo o dia.

Em Bissau há missa à meia noite na véspera de Natal. Algumas famílias fazem uma ceia na noite de 24 de Dezembro. Embora não haja nenhuma comida típica para a ceia, podem fazer pratos tradicionais da Guiné-Bissau, como caldo de chabéu, caldo branco ou outros. A etnia Bijagó tem por tradição comer caldo de chabéu. No dia de Natal a festa dura todo o dia. Algumas pessoas cortam uma árvore do Bairro da Granja e é hábito decorá-la com balões.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

AS CRIANÇAS da GUINE-BISSAU

"As crianças da Guiné-Bissau são muito corajosas e batalhadoras. Trabalhar e só depois brincar faz parte, para eles e para os seus educadores, de uma reciprocidade indispensável a uma boa educação. Aprendem muito cedo que a vida é um mar intransitável que invalida esforços e esperanças, pelo que lhes resta respeitar e obedecer aos outros, especialmente aos mais velhos e, sobretudo, aceitar as condições económicas em que vivem. (...)
(...) Diz-se que uma boa uma menina é aquela que, ao levantar-se da cama, se preocupa antes de tudo com a vassoura para varrer a casa, depois com a água para encher o pote e para lavar as tigelas (louça) e só depois é que cuida de si própria, lavando-se e tomando o pequeno-almoço para depois brincar. Isto é eterno na mente das meninas, mesmo estando hospedadas noutra casa. E diz-se também que um bom menino é aquele que procura lenha para a cozinha da casa, segue o pai à horta e, quando mandado, faz o que lhe é dito sem reclamações ou murmúrios. É com esta mente que crescem. É dentro desta sociedade que representam aquilo que são. (...)"

Crónica de Amadú Dafé, no Jornal Anunciador
(leia na íntegra, clicando aqui)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Escola debaixo da árvore

As árvores servem para dar frutos, oxigénio, sombra e, neste caso, servem também para abrigar uma escola nómada que funciona debaixo de uma mangueira, pé di mango, em crioulo.
O Mister Mondjano é o professor que lecciona nesta escola e é também o responsável pela sua existência há tantos anos, que nem ele sabe quantos. Sempre ensinou os mais pequenos, desde que ele próprio era pequeno. A escola já funcionou debaixo de outras árvores, mas agora é neste espaço que as 78 crianças desde os 3 até aos 12 anos frequentam as aulas. Desde a pré-primária até à 4ª classe, os alunos vão a esta escola privada com o banco ou a cadeira à cabeça, trazida de casa, pois a escola não tem esse tipo de materiais. No final do dia lá regressam eles a casa com o banco à cabeça e mochila às costas. Os recursos visíveis são dois quadros gastos pelos anos encostados ao muro, dois bancos para o professor pousar as suas coisas e uma bacia.
Alguns têm livro de leitura, a maioria tem caderno mas TODOS sem excepção têm um enorme sorriso e um brilhozinho nos olhos muito especial de cada vez que o flash dispara. Se a alegria é tanta ao ver a máquina a fotografar, imaginem quando estas crianças receberem um presente enviado com todo o carinho directamente das crianças portuguesas!
Vamos todos contribuir?

Ajudas

Numa das mensagens anteriores reparei num comentário que falava do "apadrinhamento" de crianças africanas.
Assim sendo, a propósito deste assunto, vale a pena espreitar o site da PLAN aqui.

Entretanto, encontrei aqui um apelo à doação de instrumentos musicais ou material escolar para invisuais, de forma a ajudar a escola Bengala Branca.

O material angariado será trazido para a Guiné num contentor da ONG Humanitarius, que podem ficar a conhecer melhor aqui.



Porque "a união faz a força", se puderem ajudar ou souberem de alguém que o possa fazer, encontram aqui os contactos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Baga-baga

Ao chegar à Guiné-Bissau, deparamo-nos com imensas coisas novas, bem diferentes da nossa realidade europeia, seja nos costumes, nos trajes ou nas paisagens.

Uma muito peculiar é a baga-baga (termiteira). Um pouco por todo o lado vêem-se crescer do chão torres de terra vermelha, laboriosamente elevadas pelas térmitas.


É impossível não se apreciar tamanhas construções, fruto do empenho e trabalho de bichinhos tão pequenos... lá diz a sabedoria popular que "as pessoas não se medem aos palmos" :)

E já agora, a propósito, diz um provérbio guineense o seguinte:

Bô sinta riba di baga-baga, bô na rui tchon.

Traduzindo para português, diz o provérbio "estás sentado em cima da termiteira, a falar mal do chão".
Este provérbio aplica-se àquelas pessoas que estão sempre descontentes e que põem defeitos em tudo (neste caso, até do próprio chão em que se estão sentados a descansar!) e, no fundo, exorta à prudência antes de se criticar seja o que for, para não correr o risco de se mostrar mal agradecido.

Um pequeno desafio: lembram-se de algum provérbio português que seja equivalente?

domingo, 8 de novembro de 2009

O Dia dos Fiéis Defuntos na Guiné-Bissau

Um dos objectivos do Projecto “Nós com África” é a partilha de costumes e tradições.
Indo de encontro a este objectivo e, tendo em conta que se celebrou o Dia das Bruxas (Halloween) e o Dia de Todos os Santos há apenas uma semana, considerámos pertinente falar-vos das tradições existentes na Guiné relativamente a esta data.

Assim sendo, na Guiné-Bissau, embora não havendo a celebração do Halloween, é costume os mais novos saírem à rua na primeira semana de Novembro, cantando músicas e pedindo dinheiro.

Para além disso, no dia 2 de Novembro celebra-se o feriado dos fiéis defuntos, dia em que as famílias se deslocam aos cemitérios para colocar coroas de flores de papel nas campas.
fotos gentilmente cedidas por autora do blog Afric-Ana

Mas como encaram os guineenses a morte?

Os guineenses têm um culto particular pelos seus mortos: no caso de ocorrer um falecimento, estendem-se esteiras numa sala ou num quarto durante uma semana, período em que a família enlutada recebe visitas que vão apresentar pêsames. As visitas sentam-se ao pé dos familiares, consolando-as e partilhando sinceramente a sua dor. A este costume dá-se o nome de tchur (choro).

No oitavo dia há a missa pela alma dos defuntos, seguida de uma lauta refeição. Levantam-se depois as esteiras, que se arrumam num canto da casa.

Decorrido algum tempo (pode ir de uma semana a um, dois ou mais anos, conforme os meios financeiros), a família do falecido estende de novo as esteiras na kasa garandi (casa principal) e organizam-se as cerimónias tradicionais que consistem no toca tchur (toca-choro).
É com o ressoar dos tantãs (instrumentos de percursão) que se inauguram essas cerimónias, que duram três dias, durante as quais se abatem vacas, porcos, galinhas, etc. e onde a bebida também não falta.

Quadro representando danças de toca tchur (retirado daqui)

No fim do terceiro dia, regressa-se à casa principal para ficar até ao oitavo dia. Findo este tempo, levantam-se as esteiras e cada um retoma o caminho de sua casa.

Estas cerimónias são escrupulosamente respeitadas pois mantém-se a crença de que aquele que não realizar o toca tchur de um ente falecido pode estar sujeito às maiores desgraças físicas ou morais.

Muitas vezes, aquando de um aperitivo entre amigos, deitam-se num canto da sala ou à entrada da casa algumas das gotas da bebida para os que já não estão neste mundo, para que participem na reunião. É uma convicção bem vincada em todos os guineenses: os mortos continuam a tomar parte incontestável na vida dos familiares, sobretudo nos momentos de alegria!

(informações retiradas do livro O crioulo da Guiné-Bissau – Filosofia e Sabedoria, de Benjamim Pinto Bull)

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

GUINÉ-BISSAU

Apesar de uma distância física de cerca de 4.000 km, Leiria e Bissau estão agora mais próximas do que nunca, de mãos entrelaçadas, numa partilha de experiências, tradições, costumes, ideias, sentimentos...

Isto só é possível graças a este fantástico projecto que nos permitirá estreitar os laços de amizade entre dois povos tão distintos e, no entanto, tão iguais!

E para que esta florescente amizade cresça e se aprofunde cada vez mais, nada melhor do que nos conhecermos melhor.

Já conhecemos um pouco de Leiria e da Escola José Saraiva e, por isso, aqui ficam alguns dados e fotografias de Bissau...


Situada na costa ocidental de África, a Guiné-Bissau faz fronteira com o Senegal e a Guiné Conacri.


Dividida em 8 regiões e 1 sector autónomo, a Guiné-Bissau é um país pequeno, com uma área equivalente à região do Alentejo!

Infelizmente, é um dos países mais pobres do mundo, mas compensa a sua pobreza material com uma enorme riqueza cultural e humana: os guineenses são pessoas muito calorosas, alegres e solidárias... Mas sobre isso falaremos noutro dia!

Primeiro, vamos dar uma volta por Bissau...


vista aérea da cidade de Bissau


Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira

Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, que liga o aeroporto ao centro da cidade


Pensão Central, mais conhecida por Pensão da D. Berta


O Hospital Nacional Simão Mendes


A Assembleia Nacional Popular

A Sé de Bissau





o porto de Bissau



O Ministério da Justiça



O antigoPalácio do Governo

E por hoje, ficamo-nos por aqui. Voltamos em breve com mais imagens e informações sobre este pequeno grande país ;)

UBUNTU - evento cultural na Guiné-Bissau



Vídeo (dança tradicional de etnia manjaco)