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sábado, 26 de novembro de 2011

EÇA DE QUEIRÓS

166º ANIVERSÁRIO DO NASCIMENTO DE EÇA DE QUEIRÓS
(Póvoa de Varzim: 25 de Novembro de 1845 - Paris: 16 de Agosto de 1900)

Nome completo: José Maria de Eça de Queirós
Natural de: Póvoa de Varzim
Filho de: José Maria Teixeira de Queirós (Rio de Janeiro) e de Carolina Augusta Pereira d'Eça (Monção)
Um dado curioso é que os pais do escritor não eram casados antes do seu nascimento. O casamento só seria realizado quando o pequeno Eça tinha 4 anos. Estudou Direito na Universidade de Coimbra. Em Coimbra, foi amigo de Antero de Quental.Terminado o curso, foi viver para Lisboa, onde exercia advocacia e jornalismo. Mais tarde, foi administrador do Concelho de Leiria. Foi aí que escreveu "O crime do Padre Amaro" que se desenrola, precisamente, em Leiria, e que é considerado por muitos como o melhor romance realista português do século XIX. Aos 40 anos, casa com Emília de Resende, com quem teve 4 filhos: Alberto, António, José Maria e Maria.


Eça de Queirós foi um dos maiores escritores portugueses e simultaneamente um dos maiores pensadores. Retratou como ninguém a sociedade e a psicologia dos portugueses, num estilo irónico e humorístico único, presente nos seus romances, crónicas e correspondência. Mais radical nos seus primeiros escritos, mais conservador nos últimos, em todos grassa uma actualidade e uma acutilância que continua a surpreender passados mais de cem anos sobre a sua morte. A visão e crítica de Eça de Queirós sobre os costumes em geral, e os portugueses em particular, continua surpreendentemente válida nos dias de hoje, provando que a evolução é pouco mais que um conjunto de progressos técnicos, e que as características do povo português, em todos os aspectos da sociedade, se mantêm praticamente iguais.


Obras do autor:O mistério da estrada de Sintra (1870)O Crime do Padre Amaro (1875)A Tragédia da Rua das Flores (1877-78)O Primo Basílio (1878)O Mandarim (1880)As Minas de Salomão (1885)A Relíquia (1887) Os Maias (1888)Uma Campanha Alegre (1890-91)O Tesouro (1893)A Aia (1894)Adão e Eva no paraíso (1897)Correspondência de Fradique Mendes (1900)A Ilustre Casa de Ramires (1900)A Cidade e as Serras (1901, póstumo)Contos (1902, póstumo)Prosas bárbaras (1903, póstumo)Cartas de Inglaterra (1905, póstumo) Ecos de Paris (1905, póstumo)Cartas familiares e bilhetes de Paris (1907, póstumo)Notas contemporâneas (1909, póstumo)Últimas páginas (1912, póstumo)A Capital (1925, póstumo)O conde de Abranhos (1925, póstumo)Alves & Companhia (1925, póstumo)Correspondência (1925, póstumo)O Egipto (1926, póstumo)Cartas inéditas de Fradique Mendes (1929, póstumo)Eça de Queirós entre os seus - Cartas íntimas (1949, póstumo)


Fonte:http://flamesmr.blogspot.com/2011/11/livros-parabens-ecadequeiros..html


http://www.citador.pt/index.php?op=19

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pensamento do Dia

A saudade é uma tatuagem na alma: só nos livramos dela perdendo um pedaço de nós.

Mia Couto

segunda-feira, 13 de junho de 2011

123º Aniversário de Fernando Pessoa


"A Maior Empresa do Mundo"


Posso ter defeitos,
viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que a minha vida é a maior empresa do mundo,
e posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas
e tornar-se num autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si,
mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "Não".
É ter segurança para receber uma crítica,
mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo-as todas,
um dia vou construir um castelo.
Fernando Pessoa


Nasceu Fernando António Nogueira Pessoa em Lisboa, no dia 13 de Junho de 1888, filho de Maria Madalena Pinheiro Nogueira e de Joaquim de Seabra Pessoa. Fernando Pessoa, é um dos expoentes máximos do modernismo no século XX.Fernando Pessoa construiu uma biblioteca particular composta por 1.142 volumes, de gêneros e idiomas variados. Esse acervo foi deixado pelo poeta ao morrer, em 1935 – e hoje através de um brilhante empenho da CASA FERNANDO PESSOA, está digitalizada e aberta para visitas online.O propósito desse empenho é traduzido por esta sitação do próprio site do acervo: "Dar visibilidade virtual à biblioteca particular de Fernando Pessoa foi o objectivo de uma iniciativa colectiva que começou em Abril de 2008 e que hoje permite disponibilizar em linha milhares de páginas impressas, muitas das quais contêm anotações, comentários, traduções e outros diversos tipos de textos em prosa e em verso"Para passear pela biblioteca digital você pode clicar AQUI. Também aproveite e conheça o site da CASA FERNANDO PESSOA. Inaugurada em Novembro de 1993, a Casa Fernando Pessoa foi concebida pela Câmara Municipal de Lisboa como um centro cultural destinado a homenagear Fernando Pessoa e a sua memória na cidade onde nasceu e viveu seus últimos 15 anos de vida.


Acompanhe o blog oficial da Casa Fernando Pessoa: http://mundopessoa.blogs.sapo.pt/
Fonte:
http://carpediem.blogs.sapo.pt/2780.html
http://sapereaudelivros.blogspot.com/2011/05/acervo-particular-fernando-pessoa.html
http://comunidade.sol.pt/blogs/olindagil/default.aspx

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tempo para Viver

"TEMPO PARA VIVER"


Passamos por vários momentos
Os mais difíceis, os mais fáceis, os mais perigosos e os mais mansos
Todos são momentos importantes
Pois fazem parte do tempo
Do tempo que temos para viver
Crescemos como uma árvore
Estendendo os braços longos, como se fossem ramos erguidos
Os pés bem colados na terra
Firmes em suas marcas e caminhos
Raízes longas e profundas de homens fortes e determinados
Corremos como um rio
Pois em nossas mãos estão nossos ideais
Com olhos fixos em água de espuma
Vontade forte e única
Momento de sermos uns pelos outros
Lutando constantemente... sem desistir
Conquistando migalhas duras
Este é o momento em que podemos ter um tempo novo
É tu és a esperança que nasce na madrugada
Que cresce nas tardes de Setembro
E aquece o coração da vida
E assim
A luz perfeita e mais dourada
Como a fonte que sempre me lembro

por Maran Banora

(Do livro "Histórias das Tabancas, Histórias criadas e contadas pelas mulheres da Guiné-Bissau, Aryran)

Fonte: "Espalhar a Arte"