segunda-feira, 30 de novembro de 2009

MENINOS DE TODAS AS CORES!

Com base neste Poema a Turma do 2º D trabalhou o tema

"Todos pertencemos à RAÇA HUMANA!"
Meninos de todas as cores

Era uma vez um menino branco, chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:
É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce
porque é branco o leite, tão saboroso
porque é branca a neve, tão linda.

Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos.
Arranjou uma amiga, chamada Flor de Lótus que, como todos os meninos amarelos, dizia:

É bom ser amarelo
porque é amarelo o sol
e amarelo o girassol
mais a areia amarela da praia.

O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.
Fez-se amigo de um pequeno caçador, chamado Lumumba que, com os outros meninos pretos, dizia:

É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam a toda a parte.

O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Escolheu, para brincar aos índios, um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:

É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.

O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Bábá, que dizia:

É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como o chocolate

Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:

É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras
castanho da cor do chocolate.

Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.

Luísa Ducla Soares

Poema Moçambicano...


POEMA MOÇAMBICANO (Adaptado por Elisa Pinto*)

Quando te disse,
Que era da terra selvagem
Do céu azul a brilhar
Das belas praias morenas…
Das chuvas torrenciais
Do pôr de sol avermelhado
De madrugadas serenas...
Das palhotas e "moleques"
E dos morros de “muchém”,
Das "picadas" com poeiras
E mandioca também…
De embondeiros e goiabeiras
Das plantações de tabaco
Das árvores de mangueiras
Com kilómetros de mato
Do preto de pé descalço
De andar descontraído
Passeando, ouvindo rádio
Nas tardes de sol caído...
Ao fim de semana, usando
Capulanas de mil cores
Nos "batuques" as "mwtiyanas"
Dançando para seus amores
Da "maçaroca" e cana doce, a papaia e do cajú
Tu sorriste e sussurraste:
"Sou da mesma terra que tu"!

Tradução de algumas palavras:
Mwthiyana = rapariga jovem
moleques = criados
muchém =espécie de formiga gigante que no tempo das chuvas sai do ninho com asas...

* Imagens tiradas da Internet
*Elisa Pinto – Trad’Ínovações - ESECS, para a Turma do 2º Ano -Turma D, da Escola da Cruz da Areia

Nós...com Moçambique!

Maputo - Moçambique

[...Os alunos daqui acabam por viver um pouco à margem do local onde vivem e a maior parte deles ou nasceram cá, filhos de pais Portugueses, ou vieram para cá ainda muito jovens, o que quase me faz lembrar os africanos que depois do 25 de Abril nasceram em Portugal e de quem se diz parecerem não pertencer a lado nenhum. Os pais uma vez que queriam protegê-los não lhes ensinaram dialecto nem cultivaram o orgulho de ser diferente, parecendo fugir às origens. Assim grande parte desses jovens sentem-se um pouco perdidos uma vez que sabem que não são dali - as raízes ainda assim são difíceis de eliminar, ou esconder -mas também não conhecem de onde vieram.Exactamente como o que aqui se passa com estes jovens que embora com uma situação socioeconómica diferente falam às vezes desta terra como se não fosse a sua e no entanto não conheceram outra - alguns já foram obviamente a Portugal mas poucas vezes para se sentirem de lá e sentirem também como seus o local de onde vieram os pais, embora com certeza que não deixaram de falar o Português para falarem as diferentes línguas locais...não tiveram essa necessidade.Para além de estes alunos, uma percentagem grande são filhos de Indianos, outros de pais Moçambicanos....]
Extracto de uma carta de uma Professora de uma Escola de Maputo

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Obrigada alunos, professores e amigos!

Olá alunos do 6ºB, 9ºA e todas as turmas e professores dinamizadores!
Aqui em Bissau estamos muito felizes com o vosso empenho e com os resultados que estão a alcançar! A criação dos postais, a quermesse, a decoração das caixas, a angariação dos presentes e todas as vossas acções vão deixar muitas crianças e muitas famílias felizes aqui na Guiné-Bissau.
Nós estamos a adorar o vosso projecto e estamos muito ansiosos por recebermos todas as encomendas. E estamos ainda mais ansiosos por ir distribuir os presentes às escolas, tirar fotos aos sorrisos e enviar-vos, para vocês perceberem o valor que cada presente vai ter na vida destas crianças.
Para aumentar um pouquinho a vossa curiosidade, colocamos algumas fotos da distribuição de presentes de Natal às crianças internadas no Hospital Simão Mendes no ano passado.
Achamos muito importante esta iniciativa principalmente porque vemos que todos vocês estão a crescer com este processo e serão adultos preocupados com os outros seres humanos.
Nós temos um pedido muito especial para cada um que está a colaborar com o "Nós com África":

Sejam generosos com todas as pessoas, todos os dias, principalmente aquelas que precisam da vossa ajuda! E ensinem isso a cada amigo vosso.
Um abraço enorme do PASEG!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Mensagem dos alunos do 6º B

Olá pessoal!

Estamos na aula de Área de Projecto, numa verdadeira azáfama. Preparam-se os postais de Natal que iremos vender com o objectivo de arranjar dinheiro para o envio dos nossos mimos.
Nós criámos os postais, a professora Lucinda mede, traça, corta e recorta várias cartolinas para as molduras e entretanto, a professora Fernanda vai-nos ajudando a elaborar este texto.
O contacto que tem vindo a ser feito connosco e com os nossos professores está a ser muito emocionante para nós e para toda a comunidade escolar.
Estamos a gostar muito da partilha dos costumes e tradições que tem sido para nós muito gratificante.
Também gostaríamos de saber o que sentem acerca do nosso projecto.
Aguardamos ansiosamente por notícias vossas.

Os alunos do 6º B

AS CRIANÇAS da GUINE-BISSAU

"As crianças da Guiné-Bissau são muito corajosas e batalhadoras. Trabalhar e só depois brincar faz parte, para eles e para os seus educadores, de uma reciprocidade indispensável a uma boa educação. Aprendem muito cedo que a vida é um mar intransitável que invalida esforços e esperanças, pelo que lhes resta respeitar e obedecer aos outros, especialmente aos mais velhos e, sobretudo, aceitar as condições económicas em que vivem. (...)
(...) Diz-se que uma boa uma menina é aquela que, ao levantar-se da cama, se preocupa antes de tudo com a vassoura para varrer a casa, depois com a água para encher o pote e para lavar as tigelas (louça) e só depois é que cuida de si própria, lavando-se e tomando o pequeno-almoço para depois brincar. Isto é eterno na mente das meninas, mesmo estando hospedadas noutra casa. E diz-se também que um bom menino é aquele que procura lenha para a cozinha da casa, segue o pai à horta e, quando mandado, faz o que lhe é dito sem reclamações ou murmúrios. É com esta mente que crescem. É dentro desta sociedade que representam aquilo que são. (...)"

Crónica de Amadú Dafé, no Jornal Anunciador
(leia na íntegra, clicando aqui)

OFERTAS às Crianças das Escolas da Guiné_Bissau


Para enviar ofertas para as crianças das escolas da Guiné-Bissau basta recolher materiais escolares (cadernos, lápis, borrachas, afias, marcadores, lápis de cor, cola, fita-cola, tesouras, pastas, dossiers), material informático, manuais do Ensino Básico, dicionários, gramáticas, livros infanto/juvenis, livros de pedagogia, ciências da educação, etc.
As encomendas podem ser enviadas através do correio económico dos CTT no regime especial para a Guiné-Bissau. Por cada encomenda até 2kg paga-se € 2,98. As encomendas devem estar endereçadas a:
Ofertas PASEG - Cooperação Portuguesa
Apartado 24 Bissau, República da Guiné-Bissau
Todas as ofertas serão encaminhadas para as Oficinas em Língua Portuguesa nas Escolas do ensino Básico e Secundário onde o PASEG trabalha ou serão oferecidas directamente aos alunos e professores Guineenses pelos professores do PASEG.
As crianças guineenses agradecem todas as ofertas com um sorriso enorme e um brilho especial no olhar!
Autora do blog Espalhar a Arte

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

OFERTA DO IMAGINARIUM de LEIRIA

Em nome da equipa que dinamiza o Projecto, vimos expressar publicamente a nossa gratidão à Drª Gabriela, proprietária do IMAGINARIUM de Leiria, pela oferta de materiais didácticos, jogos e brinquedos, já enviados às crianças da Guiné.



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Informação

Informamos todos aqueles que nos acompanham de que o logotipo do Projecto já foi seleccionado, digitalizado, só falta mesmo é surpreender-vos...
Parabéns ao aluno Ricardo do 6º ano B, pela sua originalidade e criatividade.

O QUE NOS TEM SIDO DADO

Todos os dias a comunidade escolar tem trazido para a Escola , livros,materiais didácticos, lápis, canetas de feltro e outros materiais que tinham sido sugeridos para enviar para alunos de algumas escolas da Guiné Bissau.
Muito obrigada a todos os que generosamente nos ouvem e não se esquecem.
Cristina Almeida

O que tem sido feito nestes dias.

Queremos que meninos da Guiné Bissau tenham este Natal um pequeno presente.
Um lápis, uma caneta ,uma borracha, uma afiadeira ,um livro de contos infantis,coisas tão simples,não acham?
Pois bem, decidimos transformar simples caixas de papelão em caixas forradas e coloridas contendo pequenas lembranças. Diariamente aparecem caixas feitas por alunos, caixas feitas por professores,simplesmente caixas de cor.Serão carinhosamente cheias de mimos e enviadas pelo correio,num tarifário de 2,99€ por dois kilos de peso.
Quem quiser colaborar nesta actividade junte-se a NÓS.
Cristina Almeida

"Aprender para Fazer"

Ontem à tarde na sala A4 ,as professoras Lucinda Crespo e Elsa Almeida disponibilizaram-se a ensinar a alguns alunos da turma do 7º ano C, a ténica de décopatch.
Transformar e reutilizar caixas de sapatos em embalagens coloridas foi o objectivo para posterirmente serem enviadas com pequenos presentes para os meninos de algumas escolas da Guiné Bissau.Durante a actividade o empenho dos alunos foi muito grande e a satisfação de sentir que podemos fazer os outros felizes também.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Escola debaixo da árvore

As árvores servem para dar frutos, oxigénio, sombra e, neste caso, servem também para abrigar uma escola nómada que funciona debaixo de uma mangueira, pé di mango, em crioulo.
O Mister Mondjano é o professor que lecciona nesta escola e é também o responsável pela sua existência há tantos anos, que nem ele sabe quantos. Sempre ensinou os mais pequenos, desde que ele próprio era pequeno. A escola já funcionou debaixo de outras árvores, mas agora é neste espaço que as 78 crianças desde os 3 até aos 12 anos frequentam as aulas. Desde a pré-primária até à 4ª classe, os alunos vão a esta escola privada com o banco ou a cadeira à cabeça, trazida de casa, pois a escola não tem esse tipo de materiais. No final do dia lá regressam eles a casa com o banco à cabeça e mochila às costas. Os recursos visíveis são dois quadros gastos pelos anos encostados ao muro, dois bancos para o professor pousar as suas coisas e uma bacia.
Alguns têm livro de leitura, a maioria tem caderno mas TODOS sem excepção têm um enorme sorriso e um brilhozinho nos olhos muito especial de cada vez que o flash dispara. Se a alegria é tanta ao ver a máquina a fotografar, imaginem quando estas crianças receberem um presente enviado com todo o carinho directamente das crianças portuguesas!
Vamos todos contribuir?

Poema

Apesar das ruínas e da morte,
Onde sempre acabou cada ilusão, A força dos meus sonhos é tão forte,
Que de tudo renasce a exaltação
E nunca as minhas mãos ficam vazias.

De Sophia de Mello

Ajudas

Numa das mensagens anteriores reparei num comentário que falava do "apadrinhamento" de crianças africanas.
Assim sendo, a propósito deste assunto, vale a pena espreitar o site da PLAN aqui.

Entretanto, encontrei aqui um apelo à doação de instrumentos musicais ou material escolar para invisuais, de forma a ajudar a escola Bengala Branca.

O material angariado será trazido para a Guiné num contentor da ONG Humanitarius, que podem ficar a conhecer melhor aqui.



Porque "a união faz a força", se puderem ajudar ou souberem de alguém que o possa fazer, encontram aqui os contactos.

domingo, 15 de novembro de 2009

Baga-baga

Ao chegar à Guiné-Bissau, deparamo-nos com imensas coisas novas, bem diferentes da nossa realidade europeia, seja nos costumes, nos trajes ou nas paisagens.

Uma muito peculiar é a baga-baga (termiteira). Um pouco por todo o lado vêem-se crescer do chão torres de terra vermelha, laboriosamente elevadas pelas térmitas.


É impossível não se apreciar tamanhas construções, fruto do empenho e trabalho de bichinhos tão pequenos... lá diz a sabedoria popular que "as pessoas não se medem aos palmos" :)

E já agora, a propósito, diz um provérbio guineense o seguinte:

Bô sinta riba di baga-baga, bô na rui tchon.

Traduzindo para português, diz o provérbio "estás sentado em cima da termiteira, a falar mal do chão".
Este provérbio aplica-se àquelas pessoas que estão sempre descontentes e que põem defeitos em tudo (neste caso, até do próprio chão em que se estão sentados a descansar!) e, no fundo, exorta à prudência antes de se criticar seja o que for, para não correr o risco de se mostrar mal agradecido.

Um pequeno desafio: lembram-se de algum provérbio português que seja equivalente?

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

CAMPANHA DE NATAL_ Angariação de Materiais

Hoje, deu-se, formalmente, ínicio à campanha de Angariação de fundos e/ou materiais a enviar à Guiné-Bissau.



Pretende-se enviar um presente a cada criança do ensino Pré-escolar, 1º e 2º Ciclos, na Quadra Natalícia. Para essas crianças será certamente um dia marcante nas SuasVidas. Para muitas será o seu primeiro presente.
Com este gesto queremos partilhar alguns bens , mas acima de tudo partilhar sorrisos, afectos, calor humano.

Outros materiais, como t-shirts, manuais escolares, material escolar de apoio a professores e alunos é bem-vindo. Estes serão enviados posteriormente, através do PASEG_ Projecto de Apoio ao Sistema Educativo da Guiné-Bissau.

Aos que já contribuiram e aos que tencionam contribuir o Nosso Muito Obrigado.

Dia de S. Martinho

Dia de S. Martinho

O Dia de S. Martinho comemora-se a 11 de Novembro.Neste dia, no nosso país, assam-se as castanhas e prova-se o vinho novo. A tradição manda que o dia de S. Martinho se festeje com castanhas, água-pé (para os mais crescidos), uma fogueira para saltar (quem quiser) e bom convívio.

Magusto: É a festa em que se assam as castanhas (que se recolhem nesta altura) e se convive. Tem a ver com o momento em que, depois da vindimas, nos meses de Setembro e Outubro, o vinho está pronto e se prova.

Dois provérbios: - No dia de S. Martinho vai-se à adega e prova-se o vinho. ou- No dia de S. Martinho vai à adega e prova o teu vinho. - No dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho.

Assar castanhas: Como se preparam as castanhas para assar?- Molham-se (não tem que ser, mas ajuda a que o sal agarre).- Dá-se um golpe em cada uma (retalhar).- Põe-se sal.- Põe-se um pouco de erva-doce (dá um sabor muito bom).- Põem-se dentro do fogareiro (ou num tabuleiro no forno, ou no calor de uma fogueira). Quanto tempo demoram as castanhas a assar?Um quarto de hora, aproximadamente.




http://pt.dreamstime.com/castanhas-thumb54674.jpg


A castanha: A castanha é um fruto que vem de uma árvore: o castanheiro. Um conjunto de castanheiros chama-se souto. No norte de Portugal é que os castanheiros se dão melhor, e é de lá que vêm as castanhas para vender no País todo. A castanha está na árvore protegida por uma bola cheia de picos que se chama "ouriço". Quando chega o Outono, o ouriço abre e deixa cair a castanha no chão. Antes de a batata chegar à Europa e se espalhar por todo o lado (séc. XVII), a castanha era a base da alimentação, especialmente no campo. Pode cozer-se, assar-se, fazer-se em puré, fazer-se sopa com ela, doce, etc.

www.junior.te.pt/servlets/Rua?ID=330&P

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Artesanato na Região de Leiria

Cestaria

Uma uma actividade que tende a desaparecer, pois tal como outros trabalhos de artesão este não é rentavel e só sobrevive graças à boa-vontade de pessoas que teimam em não deixar morrer algumas das Nossas tradições.


Materiais utilizados no processo artesanal do fabrico de Cestos de Junco, conhecidos por alguns como malas de junco, de Cós, Alcobaça. Podem observar-se amostras de junco desde a apanha até ao tratamento final, com e sem cor, bem como pequenas amostras de cestos e acessórios necessários ao processo.

Olaria




Os tralalhos apresentados foram realizados na Escola José Saraiva, no âmbito do Projecto
" O Ambiente é de Todos".

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Chegaram mais encomendas a Bissau

Chegaram hoje, 9 de Novembro, mais sete encomendas com material didáctico para o PASEG distribuir pelas Oficinas em Língua Portuguesa ou utilizar nas formações. Para além dos jogos didácticos e livros infantis, chegaram também diversos manuais de física e química e materiais experimentais.
Já cá chegaram também os cabos das impressoras e tinteiros, bem como outro tipo de recursos que serão utilizados da melhor forma por toda a equipa e pelos alunos e professores guineenses.
A todos os que se têm empenhado: MUITO OBRIGADA!

domingo, 8 de novembro de 2009

Poema

Todo o caminho é belo se cumprido.
Ficar no meio é que é perder o sonho.
É deixá-lo apodrecer, no resumido
círculo, da angústia e do abandono.

É ir de mãos abertas, mas vazias,
de coração completo, mas chagado.
É ter o sol a arder dentro de NÓS,
cercado,
por grades infinitas...

Culpa de quem, se fiz o que podia,
na hora dos descartes
e das lidas?

Ah! ninguém diga que foi minha
Ah! ninguém diga...

Minha , a culpa,
de ter dentro do peito,
tantas vidas!...

Cristina Almeida

OS NOSSOS DEDOS

Os nossos dedos abriram mãos fechadas
Cheias de perfume
Partimos à aventura através de vozes e de gestos
Pressentimos paixões como paisagens
E cada corpo era um caminho
Mas um se ergueu tomando tudo
E escorreram asas dos seus braços.

Florestas, pântanos e rios
Viájámos imóveis debruçados,
Enquanto o céu brilhava nas janelas.

E a cidade partiu como um navio
Através da noite.

De Sophia de Mello

Poema

MÃOS

Côncavas de ter
Longas de desejo
Frescas de abandono
Consumidas de espanto
Inquietas de tocar e não prender.

De Sophia de Mello

Um Balanço

Há um momento em que tudo mudou e ainda tudo se move como se movia.
E a nova ordem, caminha, para essa quimera que NOS faz mudar o que já se viveu, que nos faz viver o que já mudou.

Cristina Almeida

Poema

INVENTEI


Inventei a dança para me disfarçar.
Ébria de solidão eu quis viver.
E cobri de gestos a nudez da minha alma
Porque eu era semelhante às paisagens esperando
E ninguém me podia entender.


De Sophia de Mello

O Dia dos Fiéis Defuntos na Guiné-Bissau

Um dos objectivos do Projecto “Nós com África” é a partilha de costumes e tradições.
Indo de encontro a este objectivo e, tendo em conta que se celebrou o Dia das Bruxas (Halloween) e o Dia de Todos os Santos há apenas uma semana, considerámos pertinente falar-vos das tradições existentes na Guiné relativamente a esta data.

Assim sendo, na Guiné-Bissau, embora não havendo a celebração do Halloween, é costume os mais novos saírem à rua na primeira semana de Novembro, cantando músicas e pedindo dinheiro.

Para além disso, no dia 2 de Novembro celebra-se o feriado dos fiéis defuntos, dia em que as famílias se deslocam aos cemitérios para colocar coroas de flores de papel nas campas.
fotos gentilmente cedidas por autora do blog Afric-Ana

Mas como encaram os guineenses a morte?

Os guineenses têm um culto particular pelos seus mortos: no caso de ocorrer um falecimento, estendem-se esteiras numa sala ou num quarto durante uma semana, período em que a família enlutada recebe visitas que vão apresentar pêsames. As visitas sentam-se ao pé dos familiares, consolando-as e partilhando sinceramente a sua dor. A este costume dá-se o nome de tchur (choro).

No oitavo dia há a missa pela alma dos defuntos, seguida de uma lauta refeição. Levantam-se depois as esteiras, que se arrumam num canto da casa.

Decorrido algum tempo (pode ir de uma semana a um, dois ou mais anos, conforme os meios financeiros), a família do falecido estende de novo as esteiras na kasa garandi (casa principal) e organizam-se as cerimónias tradicionais que consistem no toca tchur (toca-choro).
É com o ressoar dos tantãs (instrumentos de percursão) que se inauguram essas cerimónias, que duram três dias, durante as quais se abatem vacas, porcos, galinhas, etc. e onde a bebida também não falta.

Quadro representando danças de toca tchur (retirado daqui)

No fim do terceiro dia, regressa-se à casa principal para ficar até ao oitavo dia. Findo este tempo, levantam-se as esteiras e cada um retoma o caminho de sua casa.

Estas cerimónias são escrupulosamente respeitadas pois mantém-se a crença de que aquele que não realizar o toca tchur de um ente falecido pode estar sujeito às maiores desgraças físicas ou morais.

Muitas vezes, aquando de um aperitivo entre amigos, deitam-se num canto da sala ou à entrada da casa algumas das gotas da bebida para os que já não estão neste mundo, para que participem na reunião. É uma convicção bem vincada em todos os guineenses: os mortos continuam a tomar parte incontestável na vida dos familiares, sobretudo nos momentos de alegria!

(informações retiradas do livro O crioulo da Guiné-Bissau – Filosofia e Sabedoria, de Benjamim Pinto Bull)

sábado, 7 de novembro de 2009

Oficina de Língua Portuguesa_PASEG


A Oficina em Língua Portuguesa destaca-se pelos desenhos coloridos que, juntamente com os livos e jornais no interior, atraem os jovens em tempo de aulas e também durante as greves e paragens. As Oficinas do PASEG têm a vantagem de estar sempre abertas para receber os alunos, principalmente quando as paragens se prolongam e se dinamizam actividades e cursos diferentes que podem ter a ver com as áreas curriculares como o Português e Matemática, ou cursos virados para a componente artística, musical, experimental, etc. O acesso à internet é outro dos aspectos que chama muitos professores e alunos às oficinas durante todo o ano

Colaboração da profª Telma Marta , autora do blog espalharte

A não perder - 01

Ficam os endereços de dois blogues que nós estamos a seguir com muito interesse.

Siga os links. Vale a pena.


http://www.espalharte.blogspot.com/


http://afric-ana.blogspot.com/

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Envio de material didáctico-02

E ontem lá conseguimos enviar mais sete caixas com material para a Guiné... foi quase uma aventura!
Vamos esperar que tudo chegue bem.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Quem como eu

Quem como eu em silêncio tece
Bailados, jardins e harmonias?
Quem como eu se perde e se dispersa
Nas coisas e nos dias?

De Sophia de Mello

E já chegou o material didáctico enviado para a Guiné-Bissau pelo Agrupamento de Escolas José Saraiva

O material didáctico enviado via CTT, em quatro volumes, chegou à Guiné-Bissau. Neste momento este material encontra-se com os professores portugueses do PASEG que irão fazer a respectiva distribuição por alguns liceus públicos de Bissau.



Agradecemos o material enviado que é importante para o apoio ao ensino na Guiné-Bissau.

GUINÉ-BISSAU

Apesar de uma distância física de cerca de 4.000 km, Leiria e Bissau estão agora mais próximas do que nunca, de mãos entrelaçadas, numa partilha de experiências, tradições, costumes, ideias, sentimentos...

Isto só é possível graças a este fantástico projecto que nos permitirá estreitar os laços de amizade entre dois povos tão distintos e, no entanto, tão iguais!

E para que esta florescente amizade cresça e se aprofunde cada vez mais, nada melhor do que nos conhecermos melhor.

Já conhecemos um pouco de Leiria e da Escola José Saraiva e, por isso, aqui ficam alguns dados e fotografias de Bissau...


Situada na costa ocidental de África, a Guiné-Bissau faz fronteira com o Senegal e a Guiné Conacri.


Dividida em 8 regiões e 1 sector autónomo, a Guiné-Bissau é um país pequeno, com uma área equivalente à região do Alentejo!

Infelizmente, é um dos países mais pobres do mundo, mas compensa a sua pobreza material com uma enorme riqueza cultural e humana: os guineenses são pessoas muito calorosas, alegres e solidárias... Mas sobre isso falaremos noutro dia!

Primeiro, vamos dar uma volta por Bissau...


vista aérea da cidade de Bissau


Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira

Avenida dos Combatentes da Liberdade da Pátria, que liga o aeroporto ao centro da cidade


Pensão Central, mais conhecida por Pensão da D. Berta


O Hospital Nacional Simão Mendes


A Assembleia Nacional Popular

A Sé de Bissau





o porto de Bissau



O Ministério da Justiça



O antigoPalácio do Governo

E por hoje, ficamo-nos por aqui. Voltamos em breve com mais imagens e informações sobre este pequeno grande país ;)

UBUNTU - evento cultural na Guiné-Bissau


video


Vídeo (dança tradicional de etnia manjaco)

Artesanato na Guiné-Bissau

Pela aventura à descoberta da beleza da Guiné-Bissau encontramos este verdadeiro artista ao qual até compramos algumas das suas obras de artesanato.
É incrível o que este homem consegue fazer apenas com as suas próprias mãos.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Às vezes

Às vezes julgo ver nos meus olhos
A promessa de outros seres
Que eu podia ter sido,
Se a vida tivesse sido outra.

Mas dessa fabulosa descoberta
Só me vem o terror e a mágoa
De me sentir sem forma, vaga e incerta
Como a água.

De Sophia de Mello

Espero

Espero sempre por ti o dia inteiro,
Quando na praia sobe, de cinza e oiro,
O nevoeiro
E há em todas as coisas o agoiro
de uma fantástica vinda.

PASEG - Programa de Apoio ao Sistema Educativo da Guiné-Bissau

PASEG - Programa de Apoio ao Sistema Educativo da Guiné-Bissau.

http://www.oficinasemmovimento.blogspot.com/

A língua oficial da Guiné-Bissau é o Português mas, devido a vários factores, a língua veicular e falada pela maioria da população é o crioulo. Para além do crioulo, cada etnia tem a sua própria língua. Uma vez que a Guiné é um misto de inúmeras etnias, o multilinguismo é uma realidade bem presente. No entanto, a língua portuguesa não está presente nas casas guineenses, nem na comunicação social que é essencialmente em crioulo.
Como resultado, as crianças chegam à escola sem saber falar português e são ensinadas a ler e escrever numa língua que não é a sua e na qual não têm qualquer tipo de referência. A verdade é que os alunos chegam ao ensino secundário com muitas falhas na língua portuguesa, principalmente em termos de compreensão e expressão oral e escrita.
Numa tentativa de facilitar o processo de ensino e aprendizagem, surgiu na EEBU Salvador Allende, em 2007, o "PRIMEIRO O PORTUGUÊS" em duas turmas da 1ª classe. Antes da iniciação ao método de leitura e escrita, houve três meses de oralidade e contacto com a língua.

Escolas em Bissau: Escola Salvador Allende

A Escola do Ensino Básico Unificado Salvador Allende é uma das escolas de Bissau e encontra-se na rua dos liceus, entre o Liceu Dr.Rui Barcelos da Cunha e o Liceu Dr. Agostinho Neto. Todas as salas são de tijolo com telhado de zinco e já não há salas em quirintim. A escola tem 28 salas para 54 turmas da 1ª à 6ª classe, com alunos em faixas etárias bastante diversificadas. Há aulas em três turnos e também há aulas à noite, para adultos. A escola funciona entre as 8h e as 23h50.
Escola do Ensino Básico Unificado Salvador Allende


No recinto escolar encontra-se a CONAEGB (Confederação Nacional das Associações de Estudantes da Guiné-Bissau) e a Escola Nacional de Surdos/Mudos da Guiné-Bissau.

ProfªTelma Marta, autora do blog espalharte

Escolas em Bissau: Liceu Dr. Agostinho Neto

Há diversos liceus em Bissau, um dos quais o Liceu Dr. Agostinho Neto que fica na rua das escolas onde há também o Liceu Rui Barcelos da Cunha, a Escola do Ensino Básico Unificado Salvador Allende e ainda o Liceu Nacional Kwame N'krumah.




Liceu Dr. Agostinho Neto

domingo, 1 de novembro de 2009

Halloween na Escola

Na sexta-feira celebrou-se na nossa escola o Halloween que se solidarizou com o projecto. Partilhámos a sala de convívio.
Houve um concurso de "ABÓBORAS" . A exposição da Arte valorizou o espaço partilhado.
Parabéns a todos os alunos que paticiparam. Como podem ver, há trabalhos muito interessantes.