domingo, 16 de janeiro de 2011
Tempo para Viver
Passamos por vários momentos
Os mais difíceis, os mais fáceis, os mais perigosos e os mais mansos
Todos são momentos importantes
Pois fazem parte do tempo
Do tempo que temos para viver
Crescemos como uma árvore
Estendendo os braços longos, como se fossem ramos erguidos
Os pés bem colados na terra
Firmes em suas marcas e caminhos
Raízes longas e profundas de homens fortes e determinados
Corremos como um rio
Pois em nossas mãos estão nossos ideais
Com olhos fixos em água de espuma
Vontade forte e única
Momento de sermos uns pelos outros
Lutando constantemente... sem desistir
Conquistando migalhas duras
Este é o momento em que podemos ter um tempo novo
É tu és a esperança que nasce na madrugada
Que cresce nas tardes de Setembro
E aquece o coração da vida
E assim
A luz perfeita e mais dourada
Como a fonte que sempre me lembro
por Maran Banora
(Do livro "Histórias das Tabancas, Histórias criadas e contadas pelas mulheres da Guiné-Bissau, Aryran)
Fonte: "Espalhar a Arte"
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Festa de Natal com as crianças da Escolinha do André e os Meninos de Xaixai
Festa de Natal, na Escolinha do André:
(clique na imagem para visualizar o album)
Fotos: Um Pequeno Gesto
Festa de Natal em S. Vicente de Paulo
Nesta festa não faltou música, danças, muita alegria, presentes e um lanche melhorado:)
Fotos: Um Pequeno Gesto
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
DIVULGAR A PINTURA DE MALANGATANA
Foi pastor de gado, aprendiz de nyamussoro (médico tradicional), criado de meninos, apanhador de bolas e criado no clube da elite colonial de Lourenço Marques. Tornou-se artista profissional em 1960, graças ao apoio do arquitecto português Miranda Guedes (Pancho) que lhe cedeu a garagem para atelier.
Foi um dos percursores do Movimento para a Paz e pertence à Direcção da Liga de Escuteiros de Moçambique. É um dos criadores de Museu Nacional de Arte e procurou manter e dinamizar o Núcleo de Arte (associação que agrupa os artistas plásticos).
Muito ligado à criança, tem também colaborado intensamente com a UNICEF. Impulsionador, no passado, de um projecto cultural para a sua terra natal -Matalana, Marracuene -, retoma-o logo que a guerra termina, criando-se assim a Associação do Centro Cultural de Matalana - projecto de desenvolvimento integrado das populações -, de cujo grupo fundador Malangatana fez parte, tendo sido presidente da Direcção.
Desde 1959 participou em exposições colectivas em várias partes do mundo para além de Moçambique nomeadamente África do Sul, Angola, Brasil, Bulgária, Checoslováquia, Cuba, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Grã-Bretanha, Holanda, índia, Islândia, Nigéria, Noruega, Paquistão, Portugal, RDA, Rodésia, Suécia, URSS e Zimbabwe. A partir de 1961 realizou inúmeras exposições individuais em Moçambique e ainda na Alemanha, Áustria, Bulgária, Chile, Cuba, Estados Unidos, Espanha, Índia, Macau, Portugal e Turquia. Tem murais pintados ou gravados em cimento em vários pontos de Maputo e na Beira, na África do Sul, no Chile, na Colômbia, nos Estados Unidos da América, na Grã-Bretanha e na Suécia.
por OlindaGil
Morreu Malangatana

Malangatana vendeu os primeiros quadros há 50 anos e com o dinheiro arranjou uma casa e foi buscar a família para Maputo. Meio século depois, morreu um homem do mundo, um amigo de Portugal e um dos moçambicanos mais famosos.
Malangatana Valente Ngwenya nasceu a 6 de Junho de 1936 em Matalana, uma povoação do distrito de Marracuene, às portas da então Lourenço Marques, hoje Maputo. Foi pastor, aprendiz de curandeiro (tinha uma tia curandeira) e mainato (empregado doméstico).
A mãe bordava cabaças e afiava os dentes das jovens locais (uma moda da altura), o pai era mineiro na África do Sul. Com a mãe doente e um pai ausente, Malangatana foi viver com o tio paterno e estudou até à terceira classe. Só. Aos 11 anos começou a trabalhar porque já era «adulto» e podia fazer tudo, de cuidador de meninos a apanha-bolas no clube de ténis.
Nos últimos 50 anos foi também muito mais do que pintor. Fez cerâmica, tapeçaria, gravura e escultura. Fez experiências com areia, conchas, pedras e raízes. Foi poeta, actor, dançarino, músico, dinamizador cultural, organizador de festivais, filantropo e até deputado, da FRELIMO, partido no poder em Moçambique desde a independência.
Na verdade Malangatana viveu parte da sua adolescência junto dos colonos portugueses, os mesmos que o iniciaram na pintura, primeiro o artista plástico e biólogo Augusto Cabral (morreu em 2006) e depois o arquitecto Pancho Guedes.
Augusto Cabral era sócio do Clube de Ténis, onde trabalhava um tio do pintor. «Um apanha-bolas nas partidas de ténis era um tal Malangatana Ngwenya (crocodilo), que, no fim de uma tarde de desporto, se acercou de mim para me pedir se, por acaso, eu não teria em casa um par de sapatilhas velhas que lhe desse», contou Augusto Cabral em 1999.
O pintor iria nascer nessa noite, quando Malangatana foi a casa de Augusto Cabral e o viu a pintar um painel. «Ensine-me a pintar», pediu. E Augusto Cabral deu-lhe tintas, pincéis e placas de contraplacado. «Agora pinta», disse ao jovem, ao que este perguntou: «pinto o quê?». «O que está dentro da tua cabeça», respondeu Augusto Cabral.
O jovem viria a ter também o apoio de outro português, o arquitecto Pancho Guedes, que lhe disponibilizou um espaço na garagem de sua casa de Maputo e lhe comprava dois quadros por mês, a preços inflacionados. Em poucos meses Malangatana quis fazer uma exposição e foi, para espanto confesso de Augusto Cabral, um enorme sucesso.
Nas pinturas, nessa altura e sempre, Matalana, onde nasceu e cresceu e onde frequentou a escola da missão suíça de até à segunda classe. Menino pastor, agricultor, caçador de ratos com azagaia, viria a estudar só mais um ano. Fica-lhe Matalana no pincel, a opressão colonial, a guerra civil. A paz reflecte-se numa pintura mais optimista e nos últimos anos foi um carácter mais sensual que a caracterizou.
E sempre o quotidiano. «Há sempre um manancial de temas a abordar. São os acontecimentos do mundo, às vezes tristes, outras alegres, e eu não fico indiferente. Seja em Moçambique, ou noutra parte do mundo, a dor humana é a mesma», disse numa entrevista à Lusa, ainda recentemente.
Já homem, com a pintura como profissão, confessou ao jornalista Machado da Graça que sentia grande aproximação com os artistas portugueses desde os anos 70, quando foi pela primeira a Portugal, como bolseiro da Gulbenkian.
Entre 1990 a 1994 foi deputado da FRELIMO e ao longo de décadas ligado a causas sociais e culturais. Foi um dos criadores do Museu Nacional de Arte de Moçambique, dinamizador do Núcleo de Arte, colaborador da UNICEF e arquitecto de um sonho antigo, que levou para a frente, a criação de um Centro Cultural na 'sua' Matalana.
E exposições, muitas, em Moçambique e em Portugal mas também mundo fora, na Alemanha, Áustria e Bulgária, Chile, Brasil, Angola e Cuba, Estados Unidos, Índia. Tem murais em Maputo e na Beira, na África do Sul e na Suazilândia, mas também em países como a Suécia ou a Colômbia.
Contando com as obras em museus e galerias públicas e em colecções privadas, Malangatana vai continuar presente praticamente em todo o mundo, parte do qual conheceu como membro de júri de bienais, inaugurando exposições, fazendo palestras, até recebendo o doutoramento honoris causa, como aconteceu recentemente em Évora, Portugal.
Foi nomeado Artista pela Paz (UNESCO), recebeu o prémio Príncipe Claus, e de Portugal levou também a medalha da Ordem do Infante D.Henrique. Em Portugal morreria também o pastor, mainato e pintor. Malangatana. Valente.
Lusa / SOL
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
FELIZ ANO NOVO
É tempo de balanço, de reflectir no que fizémos de Bom e no que podemos fazer para ser Melhor.
Desejamos a Todos os Amigos um novo ano com muita paz, amor e alegria!

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Marrabenta, a Música que é a Alma de MOÇAMBIQUE
Hoje em dia instrumentos modernos foram introduzidos. Ao longo dos anos, a marrabenta tornou-se um símbolo cultural nacional e uma referência identitária forte.
Muitos mestres da marrabenta passaram uma parte das suas vidas na África do sul, onde trabalhavam nas minas. Entre os mais célebres, Francisco Mahecuane Alexandre Langa, Lisboa Matavele, Abílio Mandlaze e Wazimbo. Durante anos, a orquestra marrabenta de Moçambique, fez vibrar a capital. A marrabenta atravessou gerações e suscita ainda hoje um grande entusiasmo nos moçambicanos. O grupo Projecto Mabulu que reúne Lisboa Matavele, Dilon Djindji e muitos jovens músicos e cantores, permitiu novas explorações musicais em torno deste género tipicamente moçambicano.»
“ Hoje o ambiente cultural que se vive em Moçambique é propício ao embrionamento de mais um ritmo nacional. Da fusão Marrabenta que representa a sua identidade musical ao HipHop norte-americano, mexem o corpo dançando ao ritmo do Pandza. É um ritmo dançante que contagia qualquer um.”
por OlindaGil
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Directamente da Guiné-Bissau

Mais de 200 mil obras fazem a Memória de África
Entre os documentos há mais tempo "resgatados", na maioria de colecções particulares, é possível encontrar algumas curiosidades como o "O Meu Primeiro Livro de Leitura", publicado na então Guiné Portuguesa, de meados do século XX, ou a Didáctica das Lições do Primeiro Ano do Ensino Primário Rural, da colónia de Angola.
"As pessoas percebem que a digitalização e disponibilização livre é um modo de homenagear e perpetuar o legado de muitos técnicos e quadros do Estado que escreveram livros e relatórios sobre muitos aspectos desses países e que se não forem tratados deste modo se perdem para sempre ou são apenas úteis a meia dúzia de pessoas que os conhecem", afirmou à Lusa Carlos Sagreman, professor da Universidade de Aveiro, um dos responsáveis do projecto.
Um mês que vale um ano
Além disso, adianta, "nestes últimos tempos acolhemos múltiplos contactos de pessoas que gostariam de encontrar as obras que pais e avós escreveram quando estiveram nos hoje chamados PALOP e que estão referenciadas na base de registos".
Onze anos depois do lançamento (Outubro de 1996), o "site" - http://memoria-africa.ua.pt - "faz num mês o que fazia num ano de páginas vistas e visitantes", referiu. "Todos os meses se acrescentam registos e páginas digitalizadas", disse Sangreman, responsável do projecto financiado pela Fundação Portugal África, e em que participam o Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) de Lisboa, além da Universidade de Aveiro, onde está o servidor que aloja a documentação digitalizada.
Brasileiros são um terço
Numa altura em que mais de um terço dos visitantes da biblioteca virtual são brasileiros, quase tantos como os portugueses, os responsáveis assumem o objectivo de criar um "módulo Brasil", mas ainda não apareceu o parceiro com o perfil pretendido. A curto prazo, pretendem ainda acabar de digitalizar o acervo do Banco Nacional Ultramarino e a obra completa do poeta e cientista de Cabo Verde João Varela, digitalizar o Boletim Cultural da Guiné Portuguesa e a revista Soronda (em conjunto com a Fundação Mário Soares) e do Instituto Nacional de Estatística em Portugal. De acordo com Carlos Sangreman, está ainda previsto iniciar a recolha em acervos da Universidade de Évora, na Assembleia da República e de mais um dos Departamentos da Universidade de Coimbra, além de continuar a recolha de acervos particulares neste momento em Óbidos e Caldas da Rainha. Outro objectivo é recolher registos em Angola, o único país africano lusófono onde "em dez anos não foi possível" aceder a uma única obra, afirma o mesmo responsável.
Goa espera fundos
À espera de fundos está a recolha de acervos em Goa, numa altura em que o planeamento com contactos locais já está feito, e que até já levou o projecto a acrescentar ao nome Memória de África "e do Oriente”, de forma "não oficial", adianta. Na mesma situação está a iniciativa de recolher registos e digitalizar na Biblioteca Nacional de Moçambique, onde estava o Depósito Legal no tempo colonial, depois de já ter sido "passado a pente fino" o Arquivo Histórico da ex-colónia. Mas o grande desafio, assume, é passar a biblioteca de "virtual" a "digital" - tornar os conteúdos digitalizados integralmente disponíveis e pesquisáveis.
Por: Olinda Gil
Fonte:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=23861&op=all
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Ofertas aos Meninos de Moçambique
As ofertas consistem em:
- T-shirts;
- Bonés;
- Alguns brinquedos;
-Alguns livros de actividades interdisciplinares;
-Alguns ténis;
-Agasalhos para a chuva e frio (Os meses de Maio e Junho são muito frios!)
Estes donativos são enviados através da Associação "Voluntários com Asas" em regime de Voluntariado: http://voluntarioscomasas.blogspot.com/
A Todos quantos contribuiram o Nosso Muito Obrigada!
domingo, 26 de dezembro de 2010
Os Meninos Guineenses Retribuem as Boas Festas
Alunos do 9ºA Escrevem aos Meninos de África
Alguns destes alunos inventariaram e embalaram material escolar, brinquedos e roupa para as Oficinas de Língua Portuguesa, na Guiné-Bissau; distribuiram postais de Natal, "Um Pequeno Gesto" e participaram na campanha de recolha de telemoveis, para reciclagem, com vista à angariação de fundos para a construção de um Orfanato em Moçambique.
Tal como já tinham feito no ano anterior, escreveram cartas e decoraram cartões de Natal a desejarem BOAS FESTAS para os meninos da Guiné-Bissau e de Xai-Xai, em Moçambique.
sábado, 25 de dezembro de 2010
NATAL na EB 2,3 José Sariva
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
BOAS FESTAS
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
"Juntos com a diferença construímos um jogo"
Os postais foram realizados nas aulas de E.V.T e A.P. com o objectivo de angariar fundos para aquisição de matrial didáctico para ser enviado para os meninos da Guiné.
O último dia de aulas do primeiro período foi o escolhido para a entrega dos donativos a uma professora dinamizadora do projecto "Nós com África" e exposição dos postais produzidos e material recolhido pelos alunos.


Ao longo do período, verificou-se grande envolvimento e empenho dos alunos, demonstrando muita vontade em cooperar na venda de postais e na oferta de material didáctico.


domingo, 12 de dezembro de 2010
Postais de Natal
Para além da Campanha de Recolha de telemoveis usados, os dinamizadores do projecto, alunos e professores, aderiram à venda de postais de Natal_UPG, tentando assim contribuir de forma mais significativa para a construção do referido orfanato.
O "Nós com África" distribuiu até ao momento 800 postais UPG, contribuindo assim com 800 Euros.
Participaram nesta actividade várias turmas da Escola José Saraiva: 5ºC; 7ºA; 7ºB; 7ºD; 7ºE; 8ºC; 8ºF e 9ºA.
Natal em Moçambique_ Um Pequeno Gesto
"O Natal já chegou a Moçambique com a UPG!!!
Começamos na Escolinha Flor da Infância, da vovó Etelvina, com muita música, um presépio, sumos, balões e doces para a pequenada.
Em Banhine e Nhancutse as crianças receberam esteiras de caniço. A esteira em casa das nossas crianças é um bem muito necessário - serve de mesa, de cama e de cadeira. Houve ainda uma missa especial, momentos recreativos programados pelas comunidades (com cantares, danças e teatros), um grande almoço para todos (com direito a carne, shima, arroz, verduras e refrescos) e ainda um pacote para cada um cheio de rebuçados, bolachas, balões e leite condensado - um miminho dos padrinhos para os seus mais-que-tudo!
Hoje foi a vez do Orfanato. As prendas deste ano foram brinquedos para todos: carros, bonecas, óculos divertidos, balões... e ainda, rebuçados, chupa-chupas e cadernos para desenhar. Também ouvimos o "fantástico coro" a cantar as mais belas canções de Natal e, no final, até tivemos um DJ que pôs todos a dançar numa grande pista ao ar livre.Para a semana será a vez de São Vicente de Paulo, daMissão de Chongoene, da Escolinha do André e dos Meninos de Xaixai."
Notícia da autoria de Ana João, Voluntária em Moçambique.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Envio de Material _ Guiné-Bissau
A saber:
- Pequenas enciclopédias sobre várias áreas do conhecimento;
- Dicionários e gramáticas;
- Literatura infanto-juvenil;
- Manuais escolares essencialmente do 1º e 2º Ciclos;
- Material diverso de desenho e escrita;
- Pastas, mochilas e bolsas;
- Giz branco e de cor;
- Kits de primeiros socorros.
Estes materias destinam-se ao apoio das Oficinas em Língua Portuguesa, na Guiné-Bissau, no âmbito do PASEG.
Para além deste material, foram também enviadas, via CTT, diversas caixas com brinquedos, livros e outros, na expectativa de virem a proporcionar alguns momentos de alegria junto das crianças guineenses.

A maioria destes materiais foram gentilmente cedidos por elementos da Comunidade Educativa e por amigos do projecto que se identificam com os seus objectivos.
É com agrado que os dinamizadores salientam a colaboração estreita e bastante positiva dos professores e coordenadores que trabalham, na àrea da Educação, na Guiné -Bissau, e sem os quais não seria possível estabelecer a partilha de experiências que tem vindo a realizar-se desde o ínicio do Projecto.
Saliente-se, também, a disponibilidade e cooperação do IPAD no envio dos materiais acima mencionados.
A TODOS, o nosso muito obrigado.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Campanha de Recolha de Telemóveis para Reciclagem_2
domingo, 28 de novembro de 2010
Encontro Internacional - A Língua Portuguesa no Mundo
Língua portuguesa e culturas lusófonas num universo globalizado
No entanto, a presença real do português mantém-se fraca em muitos domínios: ciberespaço, negociações internacionais, comércio, ciências, etc. e principalmente nas agências das Nações Unidas.
Diante desta situação, a União Latina, em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, organizou este encontro internacional, que serviu de foro de discussões e de reflexão sobre o lugar da língua portuguesa. O colóquio realizou-se sob o alto Patrocínio de Sua Excelência o Senhor Presidente da República e de Sua Excelência o Senhor Presidente da Assembleia da República e recebeu o apoio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e da Fundação Luso-Americana.
As discussões foram articuladas em torno de temas como “a língua portuguesa no mundo”,” “diáspora e imigração”, “Valor económico da língua portuguesa“ e “Ciberespaço lusófono: como forma de difusão e de divulgação da língua“.
No seu discurso de encerramento, Sua Excelência o Senhor Embaixador José Luis Dicenta, Secretário Geral de União Latina, apresentou as principais recomendações exprimidas pelos participantes do encontro.
Guiné-Bissau quer abrir universidade pública no país
O ministro da Educação da Guiné-Bissau, Artur Silva, anunciou hoje que o governo está a fazer contactos e parcerias com estabelecimentos de ensino superior estrangeiros para abrir uma universidade pública no país.
"Estamos a fazer contactos e parcerias com universidades estrangeiras de prestígio para criar condições para a abertura de uma universidade pública no país, visando um desenvolvimento sério numa perspectiva de credibilidade pedagógica e científica ao nível da sub-região", afirmou Artur Silva.
Segundo o ministro guineense, o governo pretende criar uma "universidade pública que contribua para o reforço e promoção do ensino de qualidade com todas as instituições nacionais e estrangeiras".
Artur Silva falava na cerimónia de comemoração dos 20 anos da Faculdade de Direito de Bissau, que é também o programa mais antigo da cooperação portuguesa feito através da Faculdade de Direito de Lisboa.
"A educação e o ensino superior constituem a prioridade do actual governo", salientou o ministro, lembrando que a despesa com a educação aumentou consideravelmente no último Orçamento de Estado.
O ministro guineense disse também que a "comemoração dos 20 anos da Faculdade de Direito de Bissau é um motivo de orgulho dos governos guineense e português".
sexta-feira, 26 de Novembro de 2010
Diário Digital / Lusa
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Projecto "Andorinha"_ Guiné-Bissau
Passamos a citar:
Em Canchungo, a 24 de Abril de 2008, Marcolino Elias Vasconcelos, professor – sobretudo de Língua Portuguesa – no Liceu Regional Hô Chi Minh, e António Alberto Alves, sociólogo e voluntário, iniciaram o programa Andorinha na Rádio Comunitária Uler A Baand, que tem como objectivo a promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa e desde então mantém a sua periodicidade semanal, todas as quintas-feiras entre as 20.3h e 21.3h na frequência de 103 MHz.
Esta iniciativa Andorinha surge como pioneira num país onde a utilização da Língua Portuguesa é muito baixa e a sua riqueza parte da própria motivação de jovens estudantes se organizarem em autoformação.
Complementarmente, no ano lectivo de 2009-2010, desenvolveu-se o projecto Andorinha – Promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa – um intercâmbio de escolas portuguesas e escolas no sector de Canchungo, Região de Cacheu, Guiné-Bissau. Tem como objectivo a montagem de um projecto bilateral de troca de experiências e intercâmbio entre um estabelecimento de ensino de Portugal e de um congénere na Região de Cacheu (Guiné-Bissau), que poderá proporcionar múltiplas vantagens recíprocas – e despoletar diversas acções de cooperação. Com efeito, a troca de correspondência escolar entre directores, professores e alunos, certamente aumentará o domínio da escrita em Língua Portuguesa entre os guineenses e promoverá o conhecimento sobre a Guiné-Bissau entre os portugueses.
Neste sentido, as iniciativas Andorinha passarão a promover o uso oral e escrito da Língua Portuguesa no quotidiano dos jovens e estudantes guineenses.
Em Canchungo e na Região de Cacheu, a designação de “Andorinha” é já sinónimo de promoção da Língua Portuguesa e da Cultura em Língua Portuguesa. Como grupo informal, solicitamos a adesão à CONGAI – Confederação das Organizações não Governamentais e Associações Intervenientes ao Sul do Rio Cacheu, o que foi prontamente aceite."
[Para mais informações e imagens, ver www.andorinhaemcanchungo.blogspot.com]
Eduardo Gomes (Presidente das BanKada Andorinha)
terça-feira, 16 de novembro de 2010
Relatos da Guiné

Esta sessão, foi possível dado que, a turma se propôs a desenvolver durante o primeiro período o projecto “ Juntos com a diferença construímos um jogo “que se integra no “ Nós com África”.
Durante a sessão os alunos mostraram-se muito atentos e participativos, interagindo de uma forma muito positiva com o que lhes foi apresentado.
Turma 5ºCOs professores de E.V.T
Lucinda Crespo
Fernando Subtil
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Campanha de Recolha de Telemóveis para Reciclagem_1
Desde o ínicio do ano lectivo, o projecto já recolheu 160 telemoveis, com a colaboração das seguintes escolas:
- Jardim de Infância de Pernelhas;
- Escola do 1º Ciclo de Cortes;
- Escola Básica D. Dinis;
- Escola Básica José Saraiva.
Para além das Escolas acima mencionadas, vimos agradecer aos vários membros da Comunidade Educativa, do Agrupamento José Saraiva, e a todos os anónimos que com o seu pequeno gesto dão uma grande ajuda à ONGD_UPG, responsavel pela construção do orfanato para o qual reverte esta angariação de fundos.
A campanha irá continuar à medida dos pequenos gestos que forem surgindo.
Relembramos que aceitamos telemoveis avariados mas com bateria e telemoveis a funcionar por mais desactualizados que se encontrem.
A Todos quantos já contribuiram, Obrigado.
domingo, 31 de outubro de 2010
Doces Afectos
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Campanha de Recolha de Livros
Conforme já foi referido anteriormente, os livros destinam-se à implementação de bibliotecas comunitárias que visam complementar e apoiar a escolarização de cerca de 23 000 crianças as quais não são abrangidas pelo ensino público.
Foto: Associação de Profs VoluntáriosAté ao momento recolhemos 850 livros, na maioria manuais escolares, e estamos receptivos a receber todo o tipo de livros, gramáticas, dicionários, prontuários ou outros que queiram disponibilizar. Inventariamos e embalamos.
O envio dos livros para Angola é da responsabilidade da Associação de Professores Voluntários.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Campanha de Reciclagem de Telemoveis
Assim, uma das actividades já a decorrer é a Campanha de Recolha de telemoveis para Reciclagem, em colaboração com a ONG_ Um Pequeno Gesto, que dinamiza a Campanha a nível Nacional.
A finalidade é angariar alguma verba para ajudar a construir um Orfanato em Moçambique, concretamente em Chiaquelene, Distrito de ChoKwé, Província de Gaza.
Os objectivos são:
- Melhoria das condições de vida e subsistência e paralela redução da pobreza e melhoria da saúde a 100 crianças através do acesso imediato a uma habitação condigna;
- Garantir o seu acesso à educação e acompanhamento escolar.
Foto: UPG(UPG). Os telemóveis são entregues à empresa Revita que se dedica à reutilização e
reciclagem de telemóveis usados.
Portugal e Moçambique, com operações em Gaza desde 2004. Actualmente, apoia cerca de crianças em condições extremas de necessidade em Moçambique. A actividade principal é o Apadrinhamento mas a UPG desenvolve também projectos locais pontuais de apoio à educação pré-escolar e profissional, criação de infra-estruturas, apoio a centros de geração de rendimento e apoio a condições mínimas de subsistência, para os quais vive de donativos.
A Revita oferece à UPG o preço total que pagariam a empresas/consumidores por cada telemóvel usado. A UPG é responsável pelas campanhas junto das empresas e escolas. A Revita é responsavel pelo transporte dos telemóveis recolhidos até a sua sede em Espanha.
Como?
A UPG estabelece contacto com empresas e escolas a operar em Portugal com intuito de aferir o
O Quê?
Telemóveis usados, com bateria
Telemóveis usados, sem bateria (têm menos valor)
Telemóveis usados que não funcionem ou partidos (serão reciclados, com valor negligenciavel)
terça-feira, 6 de julho de 2010
Envio de Livros para S. Tomé e Príncipe
Esta campanha conta com a colaboração da Supermaritime Portugal, empresa responsavel pelo envio dos referidos livros a STP.
Mais uma vez, constata-se que a Comunidade Educativa do Agrupamento de Escolas José Saraiva é solidária e se identifica com os objectivos do Projecto. Num curto espaço de tempo e em período de interrupção lectiva, férias para os alunos, foi possível reunir tantos livros.

A todos quantos colaboraram, Obrigada.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
UGP_ Um Tecto Uma Vida
Para conhecermos um pouco melhor esta ONG_ Um Pequeno Gesto, deixamos um registo deste projecto que dá pelo nome " UM TECTO UMA VIDA".

Local: Chiaquelene, Distrito de ChoKwé, Província de Gaza.Objectivos: - Melhoria das condições de vida e subsistência e paralela redução da pobreza e melhoria da saúde a 100 crianças através do acesso imediato a uma habitação condigna; - Garantir o seu acesso à educação e acompanhamento escolar.
Grupo alvo: 100-150 crianças orfãs dos 6 aos 18 anos.
Para saber mais consulte geral@umpequenogesto.org
Fotos: UPG
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Escola Justado Vieira_ Ensino Básico Unificado

Lá, na Guiné, tal como na nossa escola, realizam-se Acções de Sensibilização e Formação para os alunos sobre temas diversos: Drogas, Alcool, Doenças sexualmente transmissíveis, Tabagismo, entre outros.
O Dia da Escola foi preenchido com palestras e muitas actividades lúdicas: Passagem de modelos; Dança; Música...
Na Oficina de Língua Portuguesa, os alunos puderam optar por actividades diversificadas:
Pintura, Leitura, Teatro, Jogos e Danças tradicionais.
Fotos da Profª Telma Marta















