sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Roupa, roupa, roupa

Nas dezenas de encomendas que já recebemos aqui em Bissau, enviadas pelos amigos de Leiria, recebemos uma grande quantidade de roupa. Já anteriormente tínhamos distribuido roupa enviada pelo Agrupamento de Escolas José Saraiva aos alunos da Escola Mister Mondjano, em Bissau, como podem verificar aqui.
Como continuámos a receber grandes quantidades de roupa, os professores do PASEG separaram-na por idades e géneros. Há roupa de bebé, toalhas de bebé, roupas de menina e menino dos 2 aos 6 anos, dos 6 aos 12, e até roupas de adulto.
As roupas foram colocadas em montinhos, consoante as idades.
A sala de convívio/trabalho do PASEG, nos apartamentos da Cooperação Portuguesa, ficou cheia de montinhos de roupa espalhados um pouco por todo o lado.
O que fazer com a roupa? A quem distribuir? Como organizar a distribuição?

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

As Mãos

Ao ver as mãos daquelas crianças temos que reconhecer que não está nas NOSSAS as soluções para elas, mas, pelo menos perante os problemas delas temos as nossas mãos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Os alunos que frequentam a Oficina em Língua Portuguesa da Escola do Ensino Básico Unificado Justado Vieira gritam o seu agradecimento pelos materiais que vão ficar à sua disposição sempre que necessitarem. Este agradecimento estende-se às outras Oficinas em Língua Portuguesa das Escolas do Ensino Básico Unificado Salvador Allende, UCCLA, Unidade Escolar Jorge Ampa Cumelerbo e Escola Normal 17 de Fevereiro, bem como outras Oficinas que também receberam materiais escolares e livros recebidos através das encomendas do Agrupamento de Escolas José Saraiva.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Encomendas, mais encomendas!

Durante os meses de Janeiro e Fevereiro, continuámos a receber em Bissau dezenas de encomendas enviadas pelo Agrupamento de Escolas José Saraiva. As caixas foram abertas pelos professores do PASEG, que separaram as ofertas em diversas categorias: livros infantis, manuais escolares, livros de passatempos, cds didácticos, cadernos, estojos, material escolar, roupa, brinquedos, jogos, materiais de primeiros socorros, etc.
Após a separação do material recebido, chegou a hora de iniciar a distribuição pelas escolas onde o PASEG trabalha. Cada responsável pelas Oficinas em Língua Portuguesa levou os seus montinhos para a sua escola e logo surgiram os sorrisos de alunos, professores, colaboradores e direcção.
A maioria destas ofertas ficará nas Oficinas em Língua Portuguesa das escolas de Bissau, que funcionam como centros de recursos, sala de informática, sala de formação de professores, biblioteca e em alguns casos videoteca.
Os alunos agradecem com o seu "OBRIGADO!"
O PASEG agradece também, uma vez mais, o empenho e entusiasmo dos alunos e professores de Portugal que nos proporcionam estes momentos de felicidade ao dar acesso a livros em língua portuguesa, material escolar e jogos didácticos, que tanta falta fazem às nossas escolas de Bissau.

Kits de primeiros socorros

Um dos pedidos que foi feito ao PASEG pelo Director Luís Maia da Silva, da Escola do Ensino Básico Unificado Justado Vieira, estava relacionado com materiais de primeiros socorros. As escolas não têm forma de dar os cuidados básicos aos alunos que se magoam e têm de mandar os alunos para casa ou, no caso de haver alguma verba disponível, enviam-nos para o centro de saúde. Nesta escola, com cerca de 3500 alunos da 1ª à 6ª classe, há diversos acidentes e uma das preocupações da direcção da escola tem a ver com a segurança dos alunos. Assim, o PASEG pediu ajuda ao Agrupamento de Escolas José Saraiva e todos ficaram sensibilizados com a situação.
Devido à eficiência, prontidão e dinamismo habituais das dinamizadoras e dos alunos, já recebemos aqui em Bissau diversos materiais para distribuirmos pelas escolas: algodão, luvas, pensos rápidos, betadine, álcool, água oxigenada, creme hidratante, vaselina, cotonetes, soro fisiológico, compressas e adesivos.
Os materiais foram organizados em 9 kits para serem distribuidos pelas direcções das escolas e liceus onde nós trabalhamos. Aproveitámos as caixas das encomendas e colocámos lá tudo dentro para cada escola.
Um dos kits de primeiros socorros foi oferecido ao director da Escola do Ensino Básico Unificado Justado Vieira, que agradeceu o presente dizendo que servirá para prestar os cuidados básicos aos alunos que necessitarem, em vez de os mandarem para casa sem nenhum tipo de ajuda.
A saúde é uma área que precisa de muita intervenção aqui na Guiné Bissau, a todos os níveis. Este foi um contributo minúsculo no que há a fazer, mas para cada escola foi uma mudança muito positiva, pois enquanto tiverem estes materiais podem prestar cuidados aos alunos que antes não podiam. Obrigada!

O pastor

Pastor, pastorinho,
onde vais sozinho?

Vou àquela serra
buscar uma ovelha.

Porque vais sozinho,
pastor, pastorinho?

Não tenho ninguém
que me queira bem.

Não tens um amigo ?
Deixa-me ir contigo.


Eugénio de Andrade
Portugal

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

São meus estes rios

São meus estes rios
que buscam caminho
rastejando entre luar e silêncio,
sombra e madrugada,
até ao seu fim marítimo.
A minha alma está neles,
líquida e sonora
como a água entre o quissange das pedras,
o anoitecer nas fontes.
Tenho rios vermelhos e quentes
na minha dimensão física,
rios remotos, remotos como eu.


Manuel Lima
Angola

domingo, 21 de fevereiro de 2010

África de A a Z

COSTA DO MARFIM


A Costa do Marfim (em francês Côte d'Ivoire) é um país africano, limitado a norte pelo Mali e pelo Burkina Faso, a leste pelo Gana, a sul pelo Oceano Atlântico e a oeste pela Libéria e pela Guiné. Sua capital é Yamoussoukro.Denomina-se ebúrneo, marfinês, costa-marfinês ou ainda costa-marfinense a quem é natural da Costa do Marfim.
Apesar de comumente se usar em português o nome Costa do Marfim, o governo marfinês solicitou à comunidade internacional em outubro de 1985 que o país seja chamado apenas por Côte d'Ivoire.


As populações indígenas estiveram política e socialmente isoladas até épocas muito recentes. Os antecessores da população actual instalaram-se na área entre os séculos XVIII e XIX. Os exploradores portugueses chegaram no século XV e iniciaram o comércio de marfim e escravos do litoral. No século XVII estabeleceram-se diferentes Estados negros, entre os quais se destacou o dos baules por suas actividades artísticas. No final do século, os franceses fundaram os entrepostos de Assini e Grand-Bassam e, no século XIX, celebraram uma política de pactos com os chefes locais com o obcjetivo de estabelecer uma colónia. Em 1899, passou a fazer parte da Federação da África Ocidental Francesa.


Em 1958, foi proclamada a República da Costa do Marfim, como república autónoma dentro da Communauté française (Comunidade Francesa) e, em 1960, alcançou a independência plena.


A Costa do Marfim é o maior produtor e exportador de cacau do mundo. Entre os principais produtos de exportação estão: banana, abacaxi, café e, até a segunda metade do século XX, era o maior explorador de marfim, daí o nome do país.

Segue o teu Destino

Segue o teu destino

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-vota aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis - Fernando Pessoa

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pensamento do Dia

"... Tantas foram as coisas que aprendi
com vocês, os homens! Aprendi que todo
o mundo quer viver em cima da
montanha, sem saber que a verdadeira
felicidade está em subir a encosta...

Aprendi que um homem só tem
direito a olhar outro de cima para baixo
quando vai ajudá-lo a levantar-se..."

Gabriel Garcia Márquez

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

África de A a Z

CONGO KINSHASA

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

MÃOS

Mãos, mãos negras que em vós estou pensando.
Mãos Zimbabwe ao largo do Índico das pandas velas
Mãos Mali do sono dos historiadores da civilização
Mãos Songhai episódio bolorento dos Tombos
Mãos Ghana de escravos e oiro só agora falados
Mãos Congo tingindo de sangue as mãos limpas das virgens
Mãos Abissínia levantadas a Deus Nos altos planaltos:
Mãos de África, minha bela adormecida, agora acordada pelo relógio das balas!
Mãos, mãos negras que em vós estou sentindo!
Mãos, mãos pretas que em vós estou chorando!


excerto de um poema de Francisco José Tenreiro
São Tomé e Príncipe

África de A a Z

CONGO BRAZZAVILLE



Localizado no centro-oeste da África, com uma pequena porção de costa no Oceano Atlântico e cortado pela linha do Equador, o Congo tem clima quente e úmido. Cerca de 55% do território é coberto por florestas tropicais.
O Congo situa-se na parte centro-oeste da África subsariana, e é atravessado pelo equador. Ao sul e leste, é limitado pelo rio Congo e um dos seus afluentes, o rio Ubangi, sendo que as margens esquerdas de ambos os rios pertencem à República Democrática do Congo. As outras fronteiras do país são com o Gabão a oeste, os Camarões e a República Centro-Africana a norte e (Angola) a sudoeste. O Congo tem também uma curta costa atlântica.
A sua capital, Brazzaville, situa-se nas margens do rio Congo, no sul do país, mesmo em frente de Kinshasa, a capital da RD do Congo.
O sudoeste do país é uma planície costeira, que é drenada principalmente pelo rio Kouilou-Niari. O interior consiste de um planalto central entre duas bacias, a norte e a sul.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

África de A a Z

COMORES

As ilhas Comores foram descobertas em 1505 pelos portugueses e posteriormente colonizadas e administradas pela França, mas a partir do século XIX foram negligenciadas pelo colonizador. Em 1975, tornaram-se independentes e passaram a formar a República Federal Islâmica das Comores. Em 1997, as ilhas de Nzwani e Mwali declaram independência, desencadeando conflitos entre tropas do governo e separatistas de Nzwani. Após negociações, em 1999 é assinado um acordo que institui um governo rotativo entre as três ilhas. No mesmo ano, porém, é registrado o 19º golpe de Estado no país em 25 anos. Em 2001, 77% dos eleitores aprovam a nova Constituição que muda o nome do país para União de Comores e garante mais autonomia para as ilhas.

O SENTIMENTO DUM OCIDENTAL

AVE- MARIAS

Nas nossas ruas , ao anoitecer,

Há tal soturnidade, há tal melancolia,

Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia

Despertam-me um desjo absurdo de sofrer.


O céu parece baixo e de neblina,

O gás extravasado enjoa-me, perturba:

E os edíficios, com as chaminés, e a turba,

Toldam-se duma cor monótona e londrina.


Batem carros d` aluguer, ao fundo,

Levando à via- férrea os que se vão. Felizes!

Ocorrem-me em revistas exposições, países,

Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!


E evoco, então as crónicas navais:

Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!

Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!

Singram soberbas naus que eu não verei jamais!


E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!

De um couraçado inglês voam escaleres;

E em terra num tinir de louças e talheres

Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.


Vazam-se os arsenais e as oficinas;

Reluz, viscoso, o rio; apressam-se as obreiras;

E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,

Correndo com firmeza, assomam as varinas.


Vêm sacundindo as ancas opulentas!

Seus troncos varonis recordam-me pilastras;

E algumas,à cabeça, embalam nas canastras

Os filhos que depois naufragam nas tormentas.


Descalças! Nas descargas de carvão,

Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;

E apinham-se num bairro aonde miam gatas,

E o peixe podre gera os focos de infecção!


Excerto do poema de Cesário Verde

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

AO DESCONCERTO DO MUNDO

Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos
E para mais me espantar
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado
Fui mau mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado.
Luís de Camões.
Portugal

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Donativos_Guiné-Bissau

Boas Notícias!

Vimos dar conhecimento a todos os participantes no Projecto e visitantes do blog, que já chegaram a Bissau as caixas enviadas no passado mês de Dezembro em Contentor. Este foi financiado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros, ao abrigo da Parceria entre o IPAD ( Instituto Português para o Desenvolvimento) e o Agrupamento de Escolas José Saraiva. Relembramos que o IPAD apoia o PASEG ( Projecto de Apoio ao Sistema Educativo Guineense) bem como outros Projectos em diversos países Africanos, nomeadamente PALOP`s.

Outros materias, que não são específicamente de caracter educativo, e que generosamente têm chegado aos Dinamizadores do Projecto, desde brinquedos, vestuário bem como material de Primeiros Socorros e de Higiene e Segurança, são enviados via CTT.

Todos os materiais enviados chegaram, até à presente data, nos prazos previstos e em perfeitas condições.

Os dinamizadores do Projecto congratulam-se com os resultados até agora alcançados e agradecem o empenho, a generosidade e o envolvimento de todos os intervenientes que permitiram a concretização destas actividades, às quais tencionam dar continuidade.

Bem-Hajam.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Carnaval em Portugal

Origem do Carnaval

O Carnaval tem a sua origem na Semana Santa, introduzida pelo catolicismo no século XI. A Semana Santa era precedida por 40 longos dias de sacrifício, que incluíam o jejum. Por essa razão, no dia anterior do início da Quaresma, uma grande festa começou a ser celebrada. Era caracterizada pela expressão "Carne Vale", que representava o afastamento dos prazeres da carne, e acabou dando origem à palavra Carnaval.
O Carnaval foi-se transformando em cada período histórico, com características cada vez mais diferentes.
Durante muitos anos o Carnaval limitou-se aos bailes e récitas nas colectividades e em casas particulares, quase sem animação de rua.


www.cm-tvedras.pt/camara-minicipal/publicações/.

A partir de meados do séc. vinte deu-se início às primeiras manifestações de rua. Um dos Carnavais emblemáticos de Portugal é pelas suas características, o Carnaval de Torres Vedras, na zona Centro do País, onde a sátira política é uma presença constante. Mais tarde surgem os Reis do Carnaval e as “matrafonas”, tão características do Carnaval de massas, que contrasta com os carnavais urbanos cada vez mais similares ao Carnaval do Brasil.
Mas a alegria e o simbolismo sempre estiveram presentes.













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O Carnaval no distrito de Leiria

Tal como nas cidades envolventes o Carnaval varia um pouco podendo apresentar-se sob a forma de desfiles carnavalescos mais ou menos elaborados com carros alegóricos, pessoas mascaradas ou simplesmente grupos de foliões vestidos de acordo com um tema seleccionado pela Associação Recreativa, Escola de Samba a que pertencem ou outros intervenientes que espontaneamente participam nos festejos.
Ao nível das escolas é frequente verem-se pequenos grupos de crianças “mascaradas” ou fantasiadas de acordo com um tema que poderá ou não estar ligado a um Projecto da Escola ou simplesmente associado à criatividade e recursos disponíveis em cada um dos estabelecimentos de ensino

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Carnaval na Guiné-Bissau






A diversidade cultural de um “pequeno país gigantesco”, a Guiné-Bissau, mínimo na geografia mas com 23 etnias e 9 idiomas, concentra-se todos os anos em meados de Fevereiro na capital, Bissau, numa enorme e inebriante manifestação de alegria popular. Trata-se do Carnaval, tradição originalmente europeia, mas que nesta nação africana assume matizes de identidade social e artística ímpares.
Até à Independência o Carnaval era europeizado. Hoje é uma multiplicidade de palcos a “explodir” em manifestações etnográficas de raiz local, em que a tradição festiva guineense extravasa completamente pelos bairros e ruas da capital. O esquema base [...] não deixa de encontrar paralelos com os carnavais de carácter europeu ou brasileiro, com um grande desfile principal na avenida central de Bissau, dedicado este ano ao tema da Reconciliação Nacional, e inúmeros pequenos desfiles paralelos. Contudo [...] «é uma desbunda completa, mas organizada», onde há «uma grande etnização do carnaval». Formalmente, os desfiles associam-se a bairros, «mas não há dúvida nenhuma que nos grupos que aparecem sentes que uns são mais Balantas, mais Papeis, mais Bijagós, Ndingas, etc., começam a assumir-se como tal». E, como tal, cada bairro acaba por representar uma das muitas etnias guineenses.
«Nesta perspectiva o festival é um pouco o desfile de vários grupos étnicos, é um festival de tradições, onde as máscaras ganham grande importância, e quase todas correspondem à simbologia étnica de cada grupo» [...] «cada grupo concorre com uma rainha, máscaras e danças, mas ao mesmo tempo em que este desfile principal vai subindo até à tribuna principal, em frente ao palácio presidencial, tens constantemente, em paralelo, desfiles espontâneos, para baixo, para cima, para o lado, uma confusão completa. [...]

Retirado de http://www.cenalusofona.pt/cenaberta_old/carnaval.htm

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

África de A a Z

CHADE



O que tu desejas é o que eu desejo para ti:


que sigas o teu caminho como os outros homens
e que sejas feliz na Terra.
Ilusões, Richard Bach

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Mãe negra

A mãe negra embala o filho.

Canta a remota canção
Que seus avós já cantavam
Em noites sem madrugada.

Canta, canta para o céu
Tão estrelado e festivo.

É para o céu que ela canta,
Que o céu
Às vezes também é negro.

No céu
Tão estrelado e festivo
Não há branco , não há preto,
Não há vermelho e amarelo.
- Todos são anjos e santos
Guardados por mãos divinas.

A mãe negra é triste , triste,
E tem filho nos braços...

Mas olha o céu estrelado
E de repente sorri.
Parece-lhe que cada estrela
É uma mão acenando
Com simpatia e saudade


Aguinaldo Fonseca
Cabo Verde

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

África de A a Z

CAMARÕES


O Pescador Velho

Pescador vindo do largo
com o teu calçado de algas
diz-me o que trazes no barco
donde levantas a face

a tua face marcada
pelo sal de horas choradas
dá-me o teu peixe pescado
bem lá no fundo do mar

- nesta água não tem peixe –

Pescador dá-me um só peixe
nem garoupa nem xaréu
só um peixinho de prata

- nesta água não tem peixe
Foi tudo procurar Deus
Pró lado do Zanzibar.

Glória de Sant`Anna
Moçambique

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

África de A a Z

BURUNDI


" Quero ser Tambor"

Tambor está velho de gritar
Ó velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
corpo e alma só tambor
só tambor gritando na noite quente dos trópicos.

Nem flor nascida no mato do desespero
Nem rio correndo para o mar do desespero

Nem zagaia temperada no lume vivo do desespero
Nem mesmo poesia forjada da dor rubra do desespero.

Nem nada!

Só tambor velho de gritar na lua cheia da minha terra
Só tambor de pele curtida ao sol da minha terra
Só tambor cavado nos troncos duros da minha terra.

Eu
Só tambor rebentando o silêncio amargo da Mafalda
Só tambor velho de sentar no batuque da minha terra
Só tambor perdido na escuridão da noite perdida.

Ó velho Deus dos homens
eu quero ser tambor
e nem rio
e nem flor e nem zagaia por enquanto e nem mesmo poesia.

Só tambor ecoando como a canção da força e da vida
Só tambor noite e dia
dia e noite só tambor
até à consumação da grande festa do batuque!
Ó velho Deus dos homens
deixa-me ser tambor
só tambor!

José Craveirinha
MOÇAMBIQUE

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

África de A a Z

BURQUINA FASO
"Cada dia a Natureza produz
o suficiente para nossa carência.
Se cada um tomasse
o que lhe fosse necessário,
Não havia pobreza no Mundo
e ninguém morria de fome."
Gandhi

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Libertação

Menino doido, olhei em roda, e vi-me
Fechado e só na grande sala escura.
(Abrir a porta, além de ser um crime,
Era impossível para a minha altura...)

Como passar o tempo?...E diverti-me
Desta maneira trágica e segura:
Pegando em mim, rasguei-me ,abri, parti-me,
Desfiz trapos, arames, serradura...

Ah, meu menino histérico e precoce!
Tu, sim! que tens mãos trágicas de posse,
E tens a inquietação da Descoberta!

O menino, por fim, tombou cansado;
O seu boneco aí jaz esfarelado...
E eu acho, nem sei como, a porta aberta!

de José Régio " Não Vou Por Aí!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Parques Naturais Moçambique

Parque Nacional da Gorongosa




· O Parque Nacional da Gorongosa, com 4000 quilómetros quadrados de extensão, está situado na ponta meridional do grande Vale do Rift; o parque inclui o leito do vale e partes dos planaltos circundantes; os rios que nascem na vizinha Serra da Gorongosa irrigam a planície.

. A combinação de características invulgares desta área permitiu o desenvolvimento de algumas das populações selvagens mais densas de toda a África, incluindo os carnívoros mais carismáticos, herbívoros e mais de 500 espécies de aves, mas os ecossistemas degradaram-se durante as guerras de Moçambique.

· A partir de 2006, a tríade de grandes ruminantes (zebra, gnu e búfalo), responsável pela manutenção do ecossitema da Gorongosa no passado, está a ser reintroduzida em larga escala. · Dentro do parque, o Chitengo Safari Camp dispõe de bungalows e parque de campismo; o campo tem um restaurante e uma área para churrascos; os visitantes podem participar em excursões autónomas ou contratar um veículo aberto e um guia.

· O Parque Nacional da Gorongosa está fechado durante a estação das chuvas (geralmente, Dezembro a Março); a precipitação anual é de 1000 a 1400 milímetros; a temperatura de Verão anda entre os 30 e os 40 ºC com elevada humidade, enquanto os meses de Inverno são mais frescos, entre os 20 e os 30 ºC.








Fonte: blog mundo da verdade

África de A a Z


BOTSUANA
" Tenho quarenta janelas
nas paredes do meu quarto
sem vidros nem bambinelas,
posso ver através delas
o mundo em que me reparto.
Por uma entra a luz do Sol,
por outra a luz do luar,
por outra a luz das estrelas
que andam no céu a rodopiar..."
António Gedeão

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

África de A a Z


"Não quero honras.
Não pretendo ser líder.
Quero apenas partilhar
o que encontrei
e mostrar esses novos horizontes."
Fernão Capelo Gaivota

Parques Naturais Guiné-Bissau

Apesar da modesta dimensão do país, cerca de um terço de Portugal, a Guiné-Bissau é caracterizada por razoável diversidade paisagística e reúne vários ecossistemas. Ao longo de quase todo o litoral e no arquipélago dos Bijagós predomina a floresta de mangue, com extensões importantes no contexto da África Ocidental. Em certas regiões do interior leste o cenário lembra a proximidade do Sahel. No sul, perto da fronteira com a Guiné-Conacri, há importantes manchas de floresta tropical. A necessidade de assegurar a gestão desses espaços e de planear novas reservas naturais levou à criação, em Dezembro de 2004, do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP).
Guia dos Mamíferos do Parque Nacional de Cantanhez

O Parque Nacional de Cantanhez situa-se no sul da Guiné-Bissau, faz parte da região administrativa de Tombali e está marginada a este e oeste pelos rios Cumbidjan e Cacine. É conhecida pela sua riqueza florista e os seus maciços florestais, últimos elementos residuais da floresta sub -humida desta parte da África do Oeste.
O Parque Nacional de Cantanhez foi criado a 19 de Março de 2008, cobrindo 1 075 670 hectares.
Desde há mais de 17 anos que um trabalho de sensibilização da população (cerca de 40.000habitantes) foi iniciado pela UICN com o apoio de ONG locais, nomeadamente a ONG AD « Acção para o Desenvolvimento». Após a sua criação, o Parque é gerido pelo Instituto para a Biodiversidade e Áreas Protegidas, IBAP, em ligação estreita com as comunidades locais.
Contrariamente à Flora, a fauna foi objecto de muito poucos estudos científicos. Todavia, o Parque Nacional de Cantanhez abriga uma fauna rica e variada: encontramos numerosos primatas (colobos ,cercopitécos, chimpanzés, galagos) e ongulados (cefalopos, bufalos de floresta, guibs e kobes), bem como outras espécies desde os porcos de mato às onças, passando pelos golfinhos e manatins (que frequentam as rias) e os últimos elefantes do país fazem deslocações entre a parte oriental do Parque e a Guiné-Conakry.
A grande fauna utiliza os corredores naturais para efectuar longas deslocações para ou da Guiné-Conakry. Os elefantes em particular vêm na época das chuvas da Guiné-Conakry, na margem sul do rio Balana. Todos os anos são observados exemplares de elefantes. Estas informações necessitam de investigações suplementares e esta zona de passagem limitrofe com a Guiné-Conakry, que apresenta a vantagem de ser ainda pouco povoada, está incluída no Parque Nacional.
A curto prazo, estas acções de conservação serão estendidas aos dois lados da fronteira, em colaboração com as autoridades da Guiné-Conakry para a criação de uma Área Protegida transfronteiriça.

Fonte: Parques Naturais da Guiné-Bissau

África de A a Z

"O oposto da solidão não é estar juntos. É a intimidade."
Richard Bach

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Para todos Nós

"Os anos ensinam muitas coisa que os dias nunca sabem".

Alguém já dizia...

"O que há em mim é sobretudo cansaço.
Não disto ou daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço"


Álvaro de Campos

A saber...

"As palavras são inúteis quando o silêncio diz tudo".


"O momento pode ser temporário, mas a recordação é eterna".

PARA MEDITAR...

"A vida na terra é somente uma passagem. No entanto, alguns vivem como se fossem ficar eternamente".


"O maior prazer para uma pessoa inteligente, é fazer de idiota perante um idiota que se julga inteligente".

LIVROS que nos falam de África

Uma das formas de saber mais sobre a cultura de um País é conhecer os seus escritores assim como a sua escrita.
A partir de uma pequena pesquisa encontrámos alguns registos que nos parecem interessantes e que queremos partilhar com os nossos colaboradores e visitantes:

- "Mistida", do Abdulai Silá, considerado um dos pioneiros da escrita em prosa na Guiné-Bissau. Esta triologia foi publicada pelo Instituto Camões, Centro Cultural Português - Praia Mindelo, numa edição de 2002;


- "As Orações de Mansata", da editora bissau-guineense Ku Si Mon, do autor Abdulai Silá. A primeira adaptação africana de Macbeth, e que teve a sua origem no conflito civil de 1998/99, conforme explicou o autor numa reunião com os actores do Teatro Experimental de Bissau (TEB);


- "Kikia Matcho" de Filinto de Barros é, como o mesmo afirma, "um pequeno exercício de ficção”. Nem história, nem sociologia, nem etnologia, nem política, tão-somente uma abordagem que se pretende dinâmica e existencial do processo de síntese sociocultural de um Povo."- "Niketche - Uma história de poligamia", da moçambicana Paulina Chiziane. Neste livro a escritora retrata a condição da mulher africana, suas lutas silenciosas, desejos, ambições e os condicionalismos étnicos a que estas estão sujeitas, através do olhar de uma mulher que, num permanente diálogo consigo mesma, questiona uma sociedade predominantemente masculina;

- "O Fazedor de Utopias - Uma biografia de Amílcar Cabral", escrita pelo angolano António Tomás, numa edição Tinta da China. Um trabalho de investigação que não se limita a reconstituir a vida deste nacionalista africano, como contextualiza o momento histórico onde o mesmo se movimentava.


Informação retirada do blog: Caderno Africano.

África de A a Z


" A tua única obrigação em qualquer momento da tua vida
é seres fiel a ti próprio
"

Pensamento do Dia

No início da vida, cada um de nós recebe
um bloco de mármore e as ferramentas necessárias
para dele fazer uma escultura. Podemos arrastá-lo
intacto aos nossos pés, podemos reduzi-lo a pó,
ou podemos dar-lhe uma forma gloriosa.

Um, Richard Bach




terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Pensamento do Dia

Latvia, Andrey

Tudo o que nos rodeia - casa, emprego, luxo - não passa

de uma série de ornamentos que foram o cenário onde se

desenrola o nosso amor. As coisas que possuímos,

os lugares onde vivemos, os acontecimentos da nossa vida...

são molduras vazias. Quão fácil é procurar as conchas

e esquecer as verdadeiras pérolas! Quando terminamos

a nossa estadia na Terra, a única coisa que realmente

importa é até que ponto soubemos amar.

A Ponte para a Eternidade, Richard Bach


domingo, 24 de janeiro de 2010

África de A a Z



" Aqueles que não amam a mudança não são, no fundo, verdadeiros visitantes da Terra"
Richard Bach



quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Pensamento do Dia

" Não é o desafio
que define quem somos
nem o que somos capazes de fazer.
O que nos define é o modo
como enfrentamos esse desafio:
podemos deitar fogo às ruínas,
ou construir um caminho através delas,
passo a passo, rumo à liberdade."
Nada ao Acaso, Richard Bach

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Agradecimento

Olá a todos,
Agradeço o carinho de todos aqueles que tive a oportunidade de conhecer na minha visita à Escola José Saraiva. Já não me recordo de todos os nomes, mas ficaram gravados na minha memória os olhares curiosos sobre um país que é tão diferente de Portugal, mas que ao mesmo tempo tem tanto em comum.
Professores, alunos, auxiliares e amigos colocaram-me diversas questões sobre a Guiné-Bissau, sobre o povo guineense e os seus costumes e tradições, sobre as escolas e os alunos, sobre o clima, a língua, a música, a arte, a pobreza, a saúde, os transportes, entre muitas outras perguntas que se ouviram durante todo o dia. Algumas das perguntas serão respondidas assim que eu regressar à Guiné e tiver oportunidade de investigar. Outras perguntas são daquelas que não conseguimos responder, simplesmente porque é uma realidade tão diferente da nossa, que ficamos sem respostas.
A maturidade das questões e comentários dos alunos com quem contactei surpreendeu-me pela positiva e fez-me sentir que estão de corpo e alma no projecto, com uma vontade enorme de serem solidários e absorver outras culturas.
A envolvência de tantos alunos e sobretudo de professores e auxiliares faz-me acreditar que este tipo de dinâmicas nos fazem crescer a todos, quer estejamos em Portugal ou noutra parte qualquer do mundo. O importante é contribuirmos para um mundo melhor com o que está ao nosso alcance.
Mais uma vez agradeço o carinho com que todos me receberam e reforço a importância do vosso esforço, que se transformou em tantos sorrisos que se espalharam por Bissau. Fiquei muito feliz por ter a oportunidade de partilhar convosco a minha experiência desta aventura pela Guiné-Bissau. O meu trabalho em Bissau será certamente diferente daqui para a frente!
O verdadeiro mérito não é meu, pois servi apenas de ponte entre o "Nós com África" e as escolas guineenses. O verdadeiro mérito é de todos vós, que se empenharam desde o início e que ainda não baixaram os braços e continuam com um brilho especial no olhar!
Um enorme abraço para todos,
Telma

domingo, 17 de janeiro de 2010

Entre duas folhas

"Encostado à noite
sobe de mim
a haste
que recusa a flor
e procura um passáro
para amanhecer

o trigo é alto,
e entre duas folhas
pode-se nascer."


Cristina Almeida

Um poema

"Procuro-te
na areia da praia
enquanto
o mar e a lua
se encontram
e choram e se amam

E se te encontro
é apenas
pelo
tempo de um instante:
Porque
o único regresso que conheço
é o da partida
- E amo-te quando parto.
(Esquecida da outra metade do teu rosto)"
Cristina Almeida

Um exemplo a seguir

Telma, há momentos em que nos faltam as palavras, direi mesmo até que , as palavras nos incomodam, sobretudo porque nos tornamos demasiado repetitivos.
Eu e porque não quero que passe muito mais tempo , quero dizer-lhe aqui e agora que admirei muito mas mesmo muito o seu empenho em tudo o que tem feito e no modo como o fez na sexta feira junto dos alunos.
É um exemplo a seguir. Com coragem, com determinação, sabendo que para onde vai há imensas contrariedades.
Esperemos que esta também tenha sido uma aprendizagem para todos os jovens que a escutaram.
Cristina Almeida

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A GUINÉ "visitou" a ESCOLA JOSÉ SARAIVA

A professora Telma Marta veio conhecer os alunos e professores da José Saraiva que participam no Projecto.
Para além de nos conhecermos , a professora trouxe-nos um pouco da Guiné. Deu muita e diversificada informação sobre aquele país: hábitos, algumas tradições , sistema de ensino, sistema de saúde e partilhou connosco muitas experiências por ela vividas que nos permitiram conhecer melhor a Guiné-Bissau.

As imagens apresentadas sobre a capital e o interior, as suas ilhas, cujas praias, de águas cálidas, bem como a paisagem ainda se encontram protegidas; principais culturas, arroz e cajú, as enormes bananeiras, os animais, macacos, crocodilos, foram muito esclarecedoras e interessantes.
A professora Telma presenteou-nos também com algumas fotos, que ainda não conhecíamos, dos meninos que receberam os nossos presentes e que reflectem muita alegria e contentamento . Pudemos ver os espaços que servem de escola e que muitas vezes, são pouco mais do que o ar livre, sem computadores, televisão, vídeo ou simplesmente material escolar...~

Os alunos das turmas 6º B; 7ºB; 7º C e 9º A, tiveram oportunidade de colocar questões, satisfazer curiosidades e conhecer a realidade de um ambiente escolar muito diferente do deles, onde a vontade de aprender supera muitas dificuldades e muita fadiga.
Pela disponibilidade e simpatia demonstradas pela professora Telma, pelo enorme contributo que a todos deu para um melhor conhecimento daquele país e por nos permitir concretizar o projecto que nos propusemos fazer, o Nosso Muito Obrigada.

HOJE

Bom dia.
Quero comunicar vos que , hoje, a Telma a nossa colega que colabora connosco neste projecto na Guiné ,vai estar presente durante a manhã na Biblioteca da nossa escola.
Convidamos para estarem presentes.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Um poema

Perguntei ao vento
que passava
o que sabia de ti!
-Nada! respondeu.
Perguntei à flor que nascia
donde vinha e se te tinha visto
-Não! respondeu.
Perguntei ao céu
que amanhecia
se sabia de ti
- Não! respondeu...
(Cansei me de perguntar... e esperei.
E de esperar me cansei...)

Cristina Almeida

A compreensão das crianças

Num documentário sobre deficientes, que antecedeu a projecção de um filme , no Teatro Gil Vicente em Coimbra , nos meus tempos de estudante ,registei até hoje este pequeno diálogo entre duas crianças.
Decidi hoje, que estou particularmentea falar de rosas, partilhá-lo ...


Criança cega diz:
- De que cor é uma rosa?
outra criança responde:
-Já alguma vez comeste um gelado de morango?
-Já
- Olha, então uma rosa é da cor do sabor do morango.


Cristina Almeida

As rosas

"Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendesse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das Primaveras
A doçura amarga dos poentes ,
E a exaltação de todas as esperas."

De Sophia de Mello Breyner

Uma rosa em Janeiro

"Toma é para ti
esta primeira rosa.
Tem o nome tranquilo
das coisas que ninguém chama.

Dorme de olhos leves
e é talvez o vulto mais puro da ternura.

Morre depois de ser plena
e cai no último instante
para dentro de todos os dias
que a guardavam."
Cristina Almeida

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

COLABORAÇÃO DA LIVRARIA ARQUIVO - LEIRIA

O nosso obrigado à Livraria Arquivo pela sua importante colaboração neste projecto.

Os materiais oferecidos, para além do seu valor escolar, revelam uma enorme sensibilidade.

Muito brevemente muitos meninos de Bissau irão recebê-los e passarão então a usufruir de material escolar apropriado. O seu sorriso será o seu agradecimento.

Uma palavra especial de gratidão à Drª Alexandra Vieira pela ternura do seu envolvimento pessoal, manifestado numa deliciosa selecção de materiais.

Bem-haja por ajudar a concretizar alguns sonhos...também na Guiné- Bissau.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DIA de REIS

Porque é o Dia dos Reis Magos, o último dia da quadra natalícia, aqui fica mais uma das muitas mensagens que recebemos dos meninos das escolas da Guiné-Bissau.
Os trabalhos são lindos e a pouco e pouco iremos postando aqui as várias mensagens.

A vossa colaboração é indispensável a este projecto. Obrigada a todos.

Não identificado

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

domingo, 27 de dezembro de 2009

As Boas Festas da Guiné-Bissau

Feliz Natal e o bom ano cheio de prosperidade.

Queia Afonso